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Nossa tribo – ou aprendendo com as trocas

Post VIP by Paloma
do blog: Peripécias de Cecília e Fofices de Clarice

A maternidade, aparentemente, nos iguala. Tanto eu, quanto a Flávia, assim como a Gisele e a Ivete, sentimos os incômodos da gravidez, as inseguranças dos primeiros dias, as preocupações excessivas e a melhor amiga (muy amiga!) de todas as mães: a culpa.

Mas seria um erro dizer que somos todas iguais. Sentimos as mesmas coisas, passamos por situações bem semelhantes, tudo isso é verdade, mas temos formas muito distintas de lidar com as dores e delícias da maternidade.

Assim como temos estilos de vida, pensamentos e ideologias diferentes, exercemos a maternidade de formas bem distintas, desde o descobrimento da gravidez. umas dão importância a alguns aspectos que, para outras, são supérfluos e por aí vai. E muitas vezes nos estranhamos, nos digladiamos, numa tentativa de defender o nosso ponto de vista e às vezes de qualificar o da outra.

Quando eu comecei a participar mais ativamente da blogosfera, eu era cheia de preconceitos com algumas coisas. Uma delas, era o parto domiciliar. Eu achava que este negócio de parir sem anestesia, em casa, muitas vezes sem médico, era coisa de gente louca ou de alguém que acabou de voltar de Woodstock, ou seja, que não era coisa de gente do século XXI.

Aí eu conheci o blog da Flávia e vi que ela teve um parto domiciliar. E li aquele relato lindo e me emocionei. Mas ainda achava que tinha mais loucura que bom senso nesta opção. Aí soube que a Thaís, que agora espera o segundinho, também era adepta desta “loucura”. Aí comecei a visitar outros blogs, ler outros relatos e vi que não era nada de outro mundo e que era bem possível, sim, ter um parto digno, respeitoso e seguro dentro de casa.

E o que me fez tirar a ideia de que isso era coisa de gente louca da cabeça foi justamente acompanhar estes blogs e ver as formas lindas como elas exerciam a maternidade. Se eram tão boas mães, tão conscientes da maternidade, tinham muito mais bom senso do que eu esperava de quem optava por um parto domiciliar. E, ao me identificar em vários pontos com elas, passei a respeitar esta opção, para, quem diria?, posteriormente admirá-la. A ponto de cogitá-la para o meu segundo parto e só não levei muito adiante porque a Clarice se manteve sentada até a 37a. semana, ficou cefálica por uma semana, quando visitei duas parteiras para ver se ainda era possível pensar em um parto domiciliar.

Mas entrei em trabalho de parto com 38 semanas e minha menininha espoleta ficou dando piruetas na barriga, ficando transversa até o final do trabalho de parto, para nascer pélvica (sentada), numa cesárea de emergência, após um longo e saboroso trabalho de parto sem anestesia.

E, durante esta segunda gravidez, o acesso a estes blogs, que antes era um passatempo gostoso, virou uma fonte de informação, de encorajamento e de admiração. E eu sou muito grata à Flávia e a tantas outras blogueiras que me mostraram outras formas de exercer a maternidade, em que a mãe é a protagonista, não os médicos – seja obstetra ou pediatra -, não as avós, irmãs, cunhadas nem os palpiteiros de plantão. E, se não consegui o parto que queria, aprendi muito com elas e consegui vivenciar um trabalho de parto extremamente libertador.

Quando, no ano passado, a Flávia abriu este blog para relatos de amamentação – e toda a pluralidade de casos existente – ela encorajou muitas mães que tiveram problemas a tentar, a vencer as inseguranças, a seguir adiante. O meu relato, na época, era bem desanimado e revoltado, por não ter conseguido amamentar como gostaria. Mas tê-lo escrito foi importante para mim, muito mais do que poderia imaginar. Serviu para eu encarar melhor o desafio nesta segunda vez e agora tenho um relato muito diferente (para melhor) do primeiro. Ter lido aqui os relatos de quem teve muitas dificuldades, assim como eu, e conseguiu dar a volta por cima com certeza me ajudou mais do que mil propagandas do Ministério da Saúde, em que a amamentação é romantizada e idealizada.

Isso tudo me fez ver que, assim como quebrei este preconceito, posso quebrar muitos outros. E que não devemos desqualificar quem pensa diferente de nós. A blogosfera está cheia de mães de todos os tipos, com ideias bem diferentes das nossas, mas a gente sempre pode aprender um pouquinho com elas, compartilhar experiências e, por meio de discussões respeitosas, até mudar de opinião, como aconteceu comigo. Acho ótimo quando entra gente que pensa diferente de mim no meu blog, me faz pensar, me faz ver outros lados.

No fundo, sejamos naturebas, tecnológicas, geeks, nerds, gostosas, famosas, endinheiradas, desprovidas de bens materiais, corujas, solteiras, casadas, divorciadas, superprotetoras, incentivadoras da autonomia, independentes, tudo isso junto ou nada disso, somos todas mães e estamos descobrindo a melhor forma de exercer esta maravilha que é a maternidade. E aprender juntas é sempre mais gostoso, além de mais produtivo.

Seja qual for o seu jeito, seja qual for o seu lado, em vez de repelir o que é diferente, por que não tentar entendê-lo? Agindo assim, estamos contribuindo para que nossos filhos, que aprendem com nossos exemplos, também sejam menos preconceituosos com os outros, porque, afinal, todo mundo é diferente.

Paloma, 


muito obrigada pelo post, excelente reflexão sobre influencias,  respeito e diferenças. Adorei! 
E parabéns pelas conquistas!


Beijos,


Fla





O desmame

Ei, pequeno Astronauta,

Durante muito tempo pensei no quanto seria difícil deixar de te amamentar, nunca soube exatamente se era por causa da tua adoração por minhas tetas, ou por minha própria dependência de te ter aqui plugado, e de te sentir parte de mim dessa maneira tão especial, que sempre foi pra nós dois, a amamentação.

Tenho que admitir que apesar de ter desfrutado muito de ter amamentado por mais de 20 meses, alguns comentários e a típica pergunta “ainda mama?” tiveram uma pequena parcela de influencia na decisão de quando desmamar.

Mas por outro lado, penso que nunca imaginei que duraria tanto, e talvez os comentários e a típica pergunta “ainda mama?” me fizeram ter mais convicção do que realmente era importante pra você e pra mim.

O processo do desmame começou sem eu que me desse conta, foi quando você pensou que “livre demanda” significava mamar toda hora, você já tinha 14 meses, e muitas vezes chorava para mamar, e quando eu te colocava no peito, você ficava meio minuto e já queria fazer outra coisa.
Decidi controlar um pouco as mamadas do dia, sempre quando você pedia eu te oferecia outra coisa, um iogurte, jogar bola, contar uma história, passear… na maioria das vezes você preferia fazer a outra coisa, então foi quando você deixou de associar o “tédio instantâneo” ao mamar, e cada dia que passava mamava menos.

Quando você ficava doente, ou caía e se machucava, ou simplesmente acordava da soneca da tarde um pouco mau humorado e nada te consolava, recorríamos ao nosso momento especial, e milagrosamente tudo ficava bem e é difícil descrever a importância que teve para mim ter te colocado no meu peito, cada vez que você estava cabisbaixo, febril e manhoso, e ver como você reagia melhor e eu também, porque me sentia uma super mãe com o super poder de te fazer feliz e orgulhosa de ter insistido e acreditado na amamentação prolongada.

Em abril, quando você tinha 15 meses, e ainda acordava muitas vezes de noite para mamar, decidi começar o desmame noturno, foi difícil no começo, mas você o assimilou bem, depois trocamos a parte da rotina de dormir que incluía te dar o peito até que você dormisse, por teus livrinhos preferidos e você gostou da idéia.

Então você só mamava uma ou duas vezes por dia, e as vezes nem mamava. Foi quando veio Paris, e eu pensei que seria o fim da nossa história de amamentação. Mas não foi assim, mesmo com um break de 5 dias, meu leite não secou, e sua vontade de mamar não acabou.

Depois a mamãe teve uma infecção na garganta e teve que tomar antibiótico forte e dar um tempo na amamentação, mais uma vez. Dessa vez foi durante 6 dias e no final, a mamãe continuava tendo leite (só de um peito).

Mesmo mamando pouco, você não demonstrava sinais de querer parar, muito pelo contrario, e eu estava tranqüila com o ritmo das mamadas, e não me preocupava o “até quando?”.

Então você completou 20 meses, já fazia um tempinho vinha demonstrando sinais eminente de independência, os “terrible twos” começava a dar sinais de vida, e isso começou afetar o nosso momento especial. Você já não conseguia fazer a soneca da tarde mamando, então pedia mais, e mais, as vezes queria e não sabia o que queria, e uma tarde depois de 4 tentativas frustradas de dormir mamando e sua visível irritação porque parecia que já não saía leite do peito, eu te disse nervosa “basta”, que a mamãe estava cansada e não podia e nem queria estar toda a tarde com você pendurado no meu peito. Por mais que eu tente controlar, as tardes em que você não consegue fazer a soneca, são muito estressantes pra mim e as vezes me esqueço (e não quero esquecer) que são tardes difíceis pra você também.

No dia seguinte você não pediu para mamar, e eu não ofereci o peito e foi passando um dia e outro e quando me dei conta já tinha passado uma semana, durante esses dias você pediu pra mamar uma vez ou duas, mas aceitava sem reclamar qualquer alternativa oferecida pela mamãe.

No meio de tantas coisas acontecendo, mudanças de comportamento, fim das férias, nova rotina, demorei um pouco para assumir que dessa forma tínhamos concluído o processo do desmame.
Me senti estranha quando disse pela primeira vez “o João já não mama”, talvez porque isso significa muito mais do que simplesmente “já não mama”, significa romper um pouco mais o cordão que nos une, significa que você está crescendo, ganhando sua identidade e independência.

É o começo de um novo ciclo, se por um lado não posso evitar de sentir uma pontinha de tristeza e de saudades do bebezinho que passava o dia pendurado no meu peito, por outro lado , tenho um orgulho que não cabe no peito da pessoinha que você está formando… festejo o “novo” e a sorte que eu tenho de ser tua mãe.

Te amo! com amor,

Mamãe

Help

Aproveitando a Semana Mundial de Aleitamento Materno, (1 a 7 de agosto) queria contar com a ajuda de vocês pra fazer um pequeno compilatorio de histórias.

Se você é a favor da amamentação e quer contar tua história, a gente está aqui pra te ouvir e aprender. Não importa se a tua história não foi tão bem sucedida quanto você gostaria, o que importa é o que você aprendeu com ela, o que faria diferente da próxima vez, e aproveitar o teu aprendizado para informar pessoas que passam pelo mesmo problema que você passou.

Seria legal ter pelo menos umas 7 histórias, uma pra cada dia, e seria perfeito se algumas de vocês blogueiras quisessem aderir a blogagem e divulgar também as histórias.

O que vocês acham? Aceito ajuda e estou aberta a dicas e sugestões.

Ps.: A intenção dessa “mini campanha” não é classificar mães que amamentam e mães que não amamentam. Muito menos julgar, impor nem estipular regras. Sou a favor da amamentação, mas também sou a favor do livre arbítrio consciente.

Mas já que muitas mamães reclamam que falta informação sobre como superar as dificuldades iniciais e tantas outras, quero colaborar com a promoção do aleitamento materno. E por elas, vou escrever minha historia e plantar minha sementinha.

E você quer ajudar?

QUEM QUISER PARTICIPAR DA MINI-CAMPANHA
ENVIAR A HISTÓRIA POR E-MAIL.

joaoastronauta@gmail.com

E publicamos na semana mundial do aleitamento materno. ok?
Mas deixa um recadinho mesmo assim, pra saber quantas histórias podemos contar.

beijos

E MUITO OBRIGADA!!

Para ler todas as histórias de amamentação reunidos para comemorar a Semana Mundial do Aleitamento Materno/2009. Clique AQUI

A força que a gente tem

Esse fim de semana, fiz uma viagem “internética” e seguindo o rastro do “Même”, visitei muitos blogs alem do meu blogroll.

No caminho… li textos incríveis, vi que o tema recorrente ainda é sobre os tais publieditoriais e tive uma agradável surpresa ao ver o vídeo “Nada como mamá, nada como mamar” com minha tradução meio capenga, espalhado por aí, em blogs vips da blogosfera materna.

E fiquei matutando sobre isso… sobre o même que rapidinho invadiu os blogs conhecidos, sobre os publieditoriais no topo das paradas de sucesso e sobre o vídeo que eu postei aqui e rapidinho foi parar ali e ali e ali…

Não é a toa que publicitários querem anunciar nos blogs. Somos um veículo importante de informação (e de publicidade). O Astronauta não é um blog popstar, ele tem lá suas visitas diárias, a maioria (reconheço!) são da família, amigos reais e virtuais e os “turistas” que chegam até aqui para saber como come, dorme e vive um astronauta… Mas também tem uma minoria (de consumidores em potencial?) que chegam aqui através dos sites de busca, querendo saber sobre o sono dos bebês, sobre marca de fralda, sobre o pós-parto, sobre a marca do carrinho, etc, etc, etc…

E mesmo sabendo que a pessoa não vai vir aqui, ler o que eu escrevo, ter um insight e mudar de filosofia de vida, ou comprar essa ou outra marca de carrinho porque EU falei que era boa… Eu gosto de acreditar que pode ser, talvez, quizás… o que eu escrevo pode fazer diferença… que de alguma forma fui útil a aquela pessoa que chegou aqui buscando saber se era normal amamentar um bebê de 11 meses, ou pra outra que queria desmamar para que o bebê dormisse a noite toda.

Talvez eu esteja misturando as coisas… Sei que toda essa discussão a respeito de mídia social, é principalmente sobre os posts pagos (que sou a favor, quando o produto em questão tem a ver com o blog, e o post é feito pela pessoa segundo sua opinião honesta). Mas acho que a questão vai alem do quanto se paga por um post, vai sobre o poder que a gente tem de plantar uma sementinha e de influenciar de alguma maneira a pessoa que nos lê.

E se por um lado escrever para o Astronauta é pura diversão, refletir sobre tudo isso, me faz ter um certo compromisso com o leitor e ser mais responsável na hora de escrever. Espero ter sabedoria para juntar o agradável ao útil, e vice-versa!

***

E aproveitando que estamos falando sobre a força que a gente tem… Vou usar esse espaço publicitário (rá!) para lembrar as mamães blogueiras, que a Semana Mundial de Aleitamento Materno, este ano será de 1 a 7 de agosto. Ainda falta um mês… mas é legal ter tempo pra preparar um texto bacana para o evento.

o mammys blogs explica aqui. E depois volto pra falar mais sobre o assunto.

Beijo e boa semana!

Nada como mamá, nada como mamar.

Vale a pena insistir… sempre!

Iniciativa da Associação Criar con el Corazón, + El Parto es Nuestro e Amamantar Asturias . Um lindo video pró-amamentação, realizado pela produtora Ovideo.

E classificado no youtube como impróprio para menores. (hein??)


Se eu te dissesse que inventaram uma nova formula que aumenta as defesas do teu bebê, Você o daria?
Se eu te dissesse que você pode obter alimento grátis para os 6 primeiros meses do teu bebê, Você acreditaria?
Se eu te dissesse que uma empresa patenteou uma embalagem que mantem a comida fresca as 24 horas do dia, conservando todas as propriedades, Você a compraria?
Essa formula existe! Esse alimento existe! Essa empresa existe!
O leite materno é o melhor alimento para o teu bebê, se adapta a todas necessidades e aumenta o sistema imunológico, e alem do mais é grátis.
Nada como mamá (mamãe). Nada como mamar!!

(tradução meia boca feita pela mamãe do Astronauta)

Paris: Au revoir

Meninas… Paris é um sonho… e 4 dias é muito pouco pra conhecer essa cidade que não termina.
Foi um “sem parar” queria pelo menos fazer a maioria das visitas obrigatórias, mas mesmo chegando em casa todos os dias com os pés doendo de tanto andar, ainda ficou muita coisa pendente pra próxima viagem, quem sabe no ano que vem podemos trazer o Astronauta pra Eurodisney e conhecemos tudo que faltou… né Super Papa?

Nos hospedamos em um mini apartamento no Marais, no centro de Paris, e já no primeiro paseitopelo bairro fui descobrindo e me deliciando com essa cidade incrível e gigantesca.

Paris é um luxo, não dá pra ficar indiferente diante da beleza desse lugar: Museus, parques, praças, pontes, jardins, igrejas, castelos e catedrais. Tudo lindo, très chic e grande, muito grande.

Das visitas obrigatórias:
Louvre, Arc de Triomphe, Jardin du Luxembourg, Ópera National de Paris, Place de la Bastille, Torre Eiffel, Centre Pompidou, Place des Vosges…

Jardin des Tuilleries, passeio de Batobus pelo Sena, Pont Neuf, Hotel de Ville, La Escucha, Jardin du Palais Royal, Rue de Rivoli, bairro latino…

Catedral de Notre-Dame, jardin des plantes, Place de la Concorde, Champs-Elysees, as melhores boutiques, as melhores vitrines… E mais muito mais !!

Sem contar nos cafés, boulangeries, bistrôs e nas delicias da culinária francesa: croissant, foie gras, crepes, confit de pato, macarrons, queijos e vinhos… huummmm… tivemos a sorte de escolher bons restaurantes por puro feeling, uma noite descobrimos um mini-delicia-restaurante thai, outra noite fomos matar o desejo do maridão de comer ostras, e na ultima noite jantamos super bem no “Comptoir de la Gastronomie” de cozinha típica francesa.

O tempo não ajudou muito, choveu um pouco e o sol teimava em brincar de esconde esconde.
Mas mesmo assim, Paris deslumbra e voltei com gostinho de quero mais.

Saudade do filhote? Claro que sim… mas não deu tempo de sentir aquela saudade que dói.

Era um sentimento gostoso de pensar que em dois dias eu ia estar com ele e enchê-lo de beijos… Mas naquele momento eu estava em Paris, feliz, namorando e desfrutando com o maridão de umas micro-merecidas férias.A volta foi linda.

La super Iaia estava me esperando com o João no aeroporto… A primeira reação do João quando me viu foi esconder a cara no colo de La Iaia… Mas não durou muito tempo a vergonha, ou a chantagem emocional, e no segundo depois ele já estirava os bracinhos pra vim pro meu colo…
Me abraçava e me olhava, acho que ele pensava: é ela mesmo, é a minha mamãe que voltou pra mim, e me abraçava de novo… e ficamos assim um tempo, nos infinitos abraços saudosos do meu petit Astronauta.

No final deu tudo certo, 3 dias e meio foi o tempo ideal para uma primeira escapada romantica pós-filho… Na próxima já dá pra arriscar ficar uma semana… Mas agora o que eu quero é curtir o filhote, que cresceu 2 centímetros nesses poucos dias que ficamos fora.
***Aproveito pra agradecer muito a minha sogra que eu amo. La super iaia.
Muito obrigado, moltes gracies, merci beaucoup, pelo apoio, por cuidar tão bem do João e por sempre estar presente e disponível quando a gente mais precisa.

T´estimem!***

Detalhe: mesmo com um break de 5 dias (no dia que eu voltei ele não mamou), o desmame ainda não foi dessa vez…
Continuo fazendo parte do time das mamães esquisitas que amamentam um bebê grande.

Mas prometo deixar disso muito antes dele ir pra Universidade.
***
Fotos: Super Papa

Paris II

Inconsciente ou conscientemente, no post “Paris” omiti um detalhe muito importante, o principal motivo de estar tão divida entre ir ou não ir.

: O João ainda mama…

(sim, sim esse pequeno ser independente que faz a faxina da casa e já tem quase 17 meses ainda mama!)

E uma coisa que eu aprendi com a maternidade é que tudo tem seu tempo e que não adianta forçar o processo natural das coisas, porque simplesmente não dá certo.

De um lado estava Paris, umas pequenas férias a dois, passear, namorar, acordar tarde…
Do outro lado estava o João e o mamá… Eu não queria colocar uma data pro desmame, não queria ter pressa para desmamar. Não achava justo, da noite pro dia, a mamãe e o mamá desaparecerem por 5 dias…

E no meio desse dilema, percebi que o João vinha mamando menos… O temido processo do desmame, que parecia um bicho de sete cabeças, já tinha começado e eu nem tinha me dado conta de tão preocupada que estava, decidindo quando e porque eu tinha que começar a desmamar.

Agora estamos na fase amamentação light… um dia sim outro não, ele é quem manda, a única regrinha é que de noite não tem mamá… No fim de semana passado ele resolveu não mamar, na segunda mamou duas vezes… e quando a mamãe não está ele nem lembra, mas quando a mamãe chega na maioria das vezes, depois dos beijos e abraços ele sempre quer alguma coisa mais.

Então ficou mais fácil decidir. Entrei em negociação com o super papa e volto um pouco antes do previsto… 2 dias menos, que na minha conta são 3 dias mais, já que dessa forma, os dias que estaremos lá, estarei tranqüila, desfrutando da viagem, do marido e de Paris.

E na volta beijos, abraços, o mamá e carinhos sem ter fim para o meu petit astronauta.

Sono

Faz tempo eu queria falar do sono (ou a falta de) aqui no blog.
Primeiro porque dormir é fundamental, né? E também porque esse assunto foi (ainda será?) uma das minhas principais preocupações como mãe, e o que me fez duvidar muitas vezes se eu estava indo pelo caminho certo.

Agora que as noites estão mais estáveis, me sinto mais segura de falar sobre isso, mas já passamos por diversas fases de sono:

Como o João sempre mamou a livre demanda, nunca acordei ele pra amamentar, e durante os primeiros meses, ele tinha uma rotina mais ou menos determinada, dormia as 20:30, acordava umas ou duas vezes, mamava e dormia em seguida, até as 08:30 do dia seguinte. Estava orgulhosa de ter um filho que dormia bem e tinha certeza que se ele já dormia assim de pequenininho, quando ele fizesse 6 meses dormiria a noite inteirinha.

A gente tinha uma rotina legal, de Shantala, musiquinha, banho com papai, mamar e dormir…
Mas a medida que ele foi crescendo, foi ficando mais difícil seguir a rotina, ele já não queria massagem, o banho relaxante, virou momento bagunça, o único que continuava igual era que ele mamava e dormia.

Com 6 meses, introdução de sólidos, chegada dos dentinhos, mudança de casa, stress de mudança, férias, viagem, a não-rotina e vi o sonho de ter um bebê que dorme toda a noite esfumaçar-se. Ao invés de acordar cada vez menos, ele acordava cada vez mais…
E com 9 meses o João acordava quase a cada hora para mamar.

As noites mal dormidas, o cansaço, as opiniões alheias, e a impotência de não saber o que fazer… Tudo isso junto, me fazia duvidar, de que realmente eu estava fazendo a coisa certa. Era desesperador… mas quando eu chegava a esses picos de stress e cansaço, milagrosamente as coisas começavam a melhorar… Ainda não eram noites inteiras, mas já podia dormir 5 horas seguidas, as vezes 6, então já dava pra descansar um pouco e ter esperança de que tudo isso ia passar.

Com 1 ano, fomos de férias pro Brasil, as noites ali não eram assim tão maravilhosas, mas ele dormia na cama comigo e na maioria das vezes eu não sabia dizer, se ele tinha acordado ou quantas vezes.

A volta das férias, foi um pouco mais complicado… O banzo da chegada, voltar a dormir no quarto dele, acordar muitas vezes durante a noite e ver que outra vez a coisa piorava… Era desanimador!

Foi quando cedi a vontade do S.P. e tentamos ensinar o João dormir no berço, segundo o método Estivil, (Nana-nenê) foram 3 looooooongas noites de muito choro, ele chorava no berço e eu chorava na sala… Quando parecia que ele ia aprendendo e cada vez chorava menos, chegou um resfriado, febre, e claro, noites piores. Então desistimos do “treinamento”!
E eu me senti muito mais aliviada, porque sentia que quando deixávamos ele chorar de noite, ele me cobrava mais durante o dia, estava muito mais “carente” e exigindo atenção constante. Era cansativo levantar de noite para amamentar, mas muito pior era acordar e escutar o choro angustiado do filhote, querendo colo, durante minutos que pareciam infinito e ficar de braços cruzados. Me martelava a promessa que eu tinha feito de estar ao lado dele, de dia e de noite, pro que der e vier, hoje e sempre. Definitivamente “aplicar o método” não combinava com a ideia que eu tinha de “maternar” o meu pequeno.

Demos outra oportunidade ao curso natural das coisas…

Amamentava para dormir, colocava ele no berço, quando ele acordava vinha pra cama comigo… Esperamos curar o resfriado, e chegou a catapora, esperamos curar a catapora, e ele começou a dormir melhor e acordava cada vez menos.
Então comecei o desmame noturno, coloquei um colchãozinho no chão ao lado do berço e quando ele acordava, lá pras 4 da manhã, eu me deitava com ele no colchãozinho e a principio ele chorava um pouco e “exigia” mamar… mas logo só se enroscava comigo e voltava a dormir.
E assim… as noites foram melhorando cada vez mais, sinto que ele estava preparado para o desmame noturno, e eu também.

Já faz quase um mês que o filhote dorme bem, geralmente acorda as 6 ou 7 da manhã, então vem pra cama dos papais e dorme um pouquinho mais.
Sei que noites melhores virão… e piores também. Mas quase não me lembro mais do desespero que era quando ele acordava toda hora.

Já passou!

Ilustração Noemi Villamuza (Libro de Nanas)
Essa ilustração foi um presentinho de la madrina do João, já faz uns meses, quando a gente praticamete não dormia, pra nos desejar “felices -y profundos- sueños”.

Ainda mama?


Nunca cogitei não amamentar, assim como não fiz planos de quanto tempo ou de que maneira amamentaria. Pensava que era uma coisa tão natural que não precisava planificar, quando ele nascesse eu o colocaria no peito e depois a gente via…

O João mamou pela primeira vez minutos depois de ter nascido, superamos as dificuldades iniciais e ele continuou mamando de forma exclusiva e a livre demanda, até os 6 meses, quando começamos de forma gradual a alimentação complementaria.

Com 8 meses o pequeno comilão já fazia 4 refeições, comia bem, desfrutava das novidades, mamava cada vez menos… Porém, o momento 5 estrelas do dia continuava sendo a “hora da teta”. Essa hora não era só alimento, era consolo, era a canção de ninar, era carinho, era “a mamãe está aqui, e está tudo bem”.

Até que o mundo ao meu redor, começou a achar que o João já estava grandinho para continuar mamando, e começaram as sugestões de porque, como e quando desmamar.

De repente a amamentação passou a ser a “vilã” da história… Não dorme toda a noite, porque ainda mama! Chora quando a mamãe não esta porque ainda mama!  É preciso desmama-lo para que você tenha mais independência. Se não desmamar logo vai ser mais difícil depois… e blá-blá-blá.

É contraditório, porque atualmente não há dúvidas de que a amamentação é a melhor forma de alimentar e interagir com o bebê. Todo mundo sabe, é amplamente divulgado, a Organização Mundial da Saúde recomenda: amamentar nos primeiros seis meses de forma exclusiva, e complementada até os dois anos ou mais. E na teoria todo mundo concorda, mas a realidade é outra.

A realidade é que um recém-nascido com uma mamadeira choca menos que uma criança de 2 anos mamando no peito.

A realidade é que na época de nossas mães amamentar estava “fora de moda” e por isso perdemos o apoio da geração que tinha que ensinar-nos a amamentar. E isso faz diferença.

A realidade é que a falta de informação e apoio, levam a muitas mães a abandonarem a lactação… E até entendo… Não é fácil!

O João agora tem quase 11 meses… AINDA MAMA… Já me senti envergonhada e quase “culpada” por continuar amamentando. Já quis desmamar… Mas desisti. Ele é feliz mamando e eu também. Percebi que o melhor é continuar fazendo o que o coração pede.

A verdade é que certos comentários cansam, acordar muitas vezes a noite pra dar de mamar também, o inicio é complicado, a sociedade pressiona… Mas ver a carinha feliz do teu bebê e a mãozinha que te acaricia no momento 5 estrelas do dia… não tem preço.

Uma outra dimensão

Desde que o pequeno astronauta está com a gente, entramos em uma outra dimensão e nada é como antes…
Agora quem manda aqui em casa é o João, é ele que diz quando, quanto e como…
E a gente, simples mortais, aprendizes de pais (com a ajuda da vovó) vamos cumprindo as ordens.
Essa 1ª semana tivemos ajuda “extra”, as parteiras e o pediatra iam revezando para a revisão pós-parto mamãe.e.bebe.
– evolução do João: Excelente: já recuperou o peso que tinha perdido nos primeiros dias e está perfeito. Saudável e feliz.
– Umbigo: Caiu no 4º dia e como diria amiga Bel: -Fenômeno!
– cicatrização do períneo: Maria me falou que está cicatrizando muito rápido e que se continua assim em pouco tempo já estou preparada pra outra. (vixe) Mas pra falar a verdade as vezes me toco lá embaixo e acho que tá estranho… Não me atrevo a olhar com o espelhinho… mas a Maria falou que em poucos dias estará como antes e eu acredito.
– Amamentação: o João mama muito e esses últimos dias o bico do peito esta rachando um pouco, as assessoras de lactância falaram pra ter muito cuidado com a “pega” e provamos posições novas.Os primeiros dias nessa nova dimensão são esgotadores…
Mas a gente vai recarregando energia constantemente, com as visitas, mensagens, flores, presentes e carinho de tantos tão queridos amigos… com a alegria de poder contar a bonita maneira que o João veio ao mundo, com ter tido um parto sem complicações e da maneira que desejávamos, com as expressões engraçadas do João e com o amor que cada dia cresce um pouco mais e invade nossa nova dimensão…

Nada é como antes…

Agora é muito melhor!!!

Amamentação

Uma das inúmeras vantagens de ter optado por parto domiciliar é que vinha incluído no “kit parto” assessoras de lactancia e primeiros cuidados… muito muito útil para uma mãe de 1ª viagem.
A maneira que o João mamou pela primeira vez, não podia ser mais bonita.
Estávamos os 3 (papa, bebe e eu) na piscina do parto, quando a parteira falou que eu colocasse o João entre meus seios… enquanto ela ia explicando que essa era uma boa maneira de que ele encontrasse a “posição correta”, mas que geralmente demorava um pouco para que o instinto e bla, bla bla,… antes do final da explicação o astronauta já tinha encontrado o caminho e desfrutava do seu leitinho colostro*.
Agora com o sonho feito realidade e com o João nos braços, a única coisa que eu queria era ….. dormir….

Antes claro… ligações para a mami (vovó) e pra família catalana, mensagens pros amigos e ir pra cama, mamãe e bebe juntinhos… como tem que ser.


Colostro: é o primeiro leite que a mãe secreta e tem um papel definido para a proteção do recém nascido. É rico em proteína e vitaminas A, E e K além de minerais como zinco e sódio, sendo assim contém menos gorduras e carboidratos. É amarelo, transparente, levemente salgado e com aparência aguada. No entanto tem maior valor nutritivo que o próprio leite e transmite ao bebê anticorpos da mãe, protegendo-o contra algumas doenças.