All posts by Flavia

Miscelânea

:
Hoje é quinta, dia da semana que o João tem natação, já faz 3 semanas que ele começou, (no inicio do mês, coincidindo que em março já faz menos frio, hahahaha) e eu ainda não tinha falado sobre isso, mas tenho que deixar registrado aqui no Astronauta. Porque ele simplesmente ama a piscina, que na primeira semana era “pina”, na segunda “pipina” e agora já virou piscina mesmo, dito assim direitinho. Ele vai com a escolinha e quando eu vou busca-lo, ele desce do ônibus, super animado, e no caminho para casa, vem contando as aventuras da natação, faz demonstrações de como ele nada, movendo os braços, entre outras explicações não entendíveis… é lindo!
:
O Sol que anda aparecendo por aqui, e o Barça que ganhou ontem de 4×0, se classificando para quartos de final na Champions league… é a dupla perfeita para amenizar meu inferno astral e alegrar nossos dias… “Si, si, si Anem cap a Madrid!”
:
Sobre o post, “palavrinhas magicas”, a Rô do Projetinho e a Paloma da Ciça, defenderam o “como faaaala?” e derivados, com argumentos que eu achei super válidos. Pode ser que eles se esqueçam de agradecer, ou ficam com vergonha, e recordar, nesses casos, é importante. Como comentou a mãe do Pitoco, “.. às vezes, com sutileza, sem impor nada. É bom mostrarmos que educação é hábito e repetição, mas sem matar a espontaneidade do gesto, é claro! … “.
Então deixo registrado que concordo com elas… (eu) também acredito que o “como fala” dito sem insistência, sem impor e sem castigos não é obrigar.. Afinal, parece até que tal frase faz parte do DNA das mães e algumas vezes falamos sem nem dar conta. E como a maioria, concorda que espontâneo é mais gostoso, continuo tentando não abusar dos recordatórios, porque acho que é uma boa maneira de dar espaço pro pequeno se expressar.
Obrigada, meninas pelos comentários que acrescentam, por concordar ou discordar, mas sempre com respeito e com argumentos que me fazem pensar.
:
E um conto rápido:
Um homem e seu filho caminhavam pela estrada, levando seu burro. Algumas pessoas que vinham em sentido contrário comentaram:
– Que absurdo. Os dois andando a pé nesse calor e o burro belo e folgado ….
O homem achou que os passantes tinham razão e prontamente colocou seu filho no lombo do burro. Mais adiante outros passantes, vendo a cena, comentaram:
– Que triste. Um jovem com saúde no lombo do burro e o senhor, mais velho, tendo que caminhar debaixo desse sol … já não há respeito !
O homem ponderou que o comentário fazia sentido e trocou de lugar com seu filho, passando para o lombo do burro.
Algumas centenas de metros mais adiante, outro grupo escandalizado comentou:
– Isso que é falta de consideração… um adulto belo e folgado sobre o lombo do burro enquanto a criança é obrigada a caminhar sob o sol escaldante. Que tortura para a pobre criança.
O homem, envergonhado, fez subir também a criança no lombo do burro.
Poucos minutos depois um novo grupo de andarilhos, com um olhar de reprovação disse:
– Agora é assim que se tratam os animais. O pobre burro, fatigado pelo calor, obrigado a carregar duas pessoas no seu lombo. Uma crueldade sem limite com o animal.
Moral da história: não importa o que você faça, sempre haverá alguém para criticar.
Portanto, faça o que achar certo, ou logo logo vai estar carregando o burro nas costas.

Palavrinhas magicas

Esses dias escutei do pequeno um “biadu” (obrigado!) ao dar-lhe um prato com fruta cortadinha.
Não deu pra evitar, um sorriso de orelha a orelha e um beijo estalado e emocionado de “de nada filho”.
Foi legal porque primeiro ele falou em catalão, para logo corrigir e falar em português, mas alem dessa questão linguística, fiquei orgulhosa mesmo quando me dei conta de que ele agradeceu, porque vê que tanto eu quanto o pai dele sempre dizemos obrigada/gracies, quando um ou o outro traz o prato.
Desde que ele começou com a fase papagaio tagarela, (ou desde que ele repetiu alto e em bom tom, um “merda” dito por mim em um momento de raiva, comecei a ter muito mais cuidado com o que eu falo. Criança aprende por imitação – o bom e o ruim – e está muito mais atenta no que você fala e faz no dia a dia, do que no que você insiste em pedir que ela repita.
Depois desse “biadu” dito de forma totalmente espontânea, as “palavrinhas mágicas” (por favor, obrigada, saúde, licença, desculpa…) entraram de forma obrigatória no meu vocabulário diário e por mais delicioso que seja ouvi-las quero me esforçar para não dizer sempre: “como é que faaaaaaala?” quando ele recebe um presente e na empolgação de abri-lo esquece de dizer obrigado, nem nas reuniões com amigos estar atrás dele dizendo “por favor, né filho?” cada vez que ele for pedir algo e principalmente não obriga-lo a pedir desculpas (que não quer dizer não repreende-lo quando faz alguma coisa errada).
Sei que isso significa que, em algumas ocasiões, serei a mãe do menino mal educado que não pede por favor…
Mas não quero um filho, só “politicamente correto” que seja “bem educado” de forma obrigatória. Não quero que cada vez que ele tenha a ocasião de falar, eu me adiante e coloque as palavras na boca dele…. Quero que ele tenha espaço para sentir… Que ele esteja tão acostumado a ser agradecido e a ser tratado com gentileza e respeito, que sentir gratidão, ser gentil, reconhecer um erro e demonstrar arrependimento, sejam coisas naturais.
A gente aprende com nossos filhos, e na tentativa de influenciar positivamente, vou aprendendo que é menos estressante, pedir para ele: “você pode guardar os brinquedos por favor?”, aprendo que é gratificante dizer: “obrigada, meu amor” e ver os olhinhos dele brilharem, e também nos momentos que a paciência acaba (sim, tem momentos que a paciência acaba) ao dizer: “a mamãe não queria ter gritado com você. Desculpa filho!”, aprendemos juntos.
E na tentativa de ensina-lo a ser gentil, aprendo que só a gentileza gera gentileza, e que é delicioso sentir o poder dessas palavrinhas mágicas!
***
E como tudo está conectado (segundo minha cumadre Bel, neste post) encontrei esse texto que reforça ainda mais o que eu penso, e me inspira a ser a mãe que eu quero ser!
Enjoy!
AS “PALAVRAS MÁGICAS” PARTEM DO CORAÇÃO
por Jan Hunt, Psicóloga Diretora do “The Natural Child Project”

Na seção de cartas ao editor de um jornal local, uma missivista apresentou uma queixa comum: várias crianças esqueceram-se de dizer “obrigado” pelas lembranças de Halloween que ela deu. Ela ainda sugeria que as palavras são por si mesmas a forma mais importante de respeito e que se fosse preciso os pais deveriam arrancá-las à força dos filhos.

É natural magoar-se quando fazem pouco caso de nossa gentileza. Mas talvez devêssemos olhar mais longe, principalmente quando se trata de crianças.

A meu ver, há duas razões totalmente diferentes para uma criança dizer “obrigado”. Uma criança nos agradece porque apreciou autenticamente a nossa gentileza e já ouviu muitas expressões de gratidão em sua própria família (principalmente gratidão dirigida a ela).

Outra criança diz “obrigado” mas está simplesmente articulando palavras vazias, por medo do castigo. Uma atitude baseada no medo, sem a compreensão do sentido por trás do ritual, pouco vale. Essa atitude não só é desprovida de sentido como inútil, pois não atinge o objetivo desejado.

Com ameaças de castigo podemos forçar uma criança a dizer “obrigado”, mas não podemos impor a gentileza autêntica que desejamos. A verdadeira delicadeza se desenvolve em uma criança tratada com bondade. Ela não pode ser imposta ao seu coração, arrancando as palavras de sua boca. Além disso, onde está o prazer de se ouvir “as palavras mágicas” pronunciadas com submissão por uma criança amedrontada? Qualquer palavra perde sua magia se não partir do coração.

No dia das bruxas as crianças também se esforçam, escolhendo cuidadosamente sua nova identidade e fantasiando-se, depois andando uma hora ou mais.

Quantos de nós lembramos de dizer “obrigado por me mostrar sua fantasia”?

Mais do que uma questão de justiça, isso também é proveitoso porque a gentileza autêntica se desenvolve por imitação. As crianças aprendem a tratar os outros com delicadeza observando os adultos a sua volta fazerem gentilezas e recebendo explicações respeitosas sobre as razões das atitudes que preferimos. Em vez de reclamar da indelicadeza das crianças deveríamos lembrar que as crianças se comportam tão bem quanto são tratadas e tão bem como elas nos veem tratar uns aos outros.

a visitante 50mil…

A Mari, foi a ilustríssima visitante 50 mil.
E ela caprichou no post, e fez um super guia pratico de Paris com crianças.
Ficou demais!
Ela dispensa apresentações, porque o “pequeno guia pratico para mães sem pratica” esta em 10 de 10 blogs materno (e não materno que eu conheço). Né?
Então vou correndo postar o post VIP e deixo aqui o meu obrigada pra ela, pelo carinho e pelo capricho do post. Adoramos!
muitos beijos

Paris com crianças – pequeno guia ilustrado!

Paris com crianças – pequeno guia ilustrado!
by: Mari Bz

Vipei no astronauta, que sucesso!

Fui a visitante 50.000! Daquelas obsessivas que ficam reloadando infinitamente até conseguir fechar o numero certinho, confesso. Quando vi que tava bem pertinho do 50 mil fiquei picareteando no F5 pra levar. E levei! E agora tenho a honra e responsabilidade de ter esse espaço aqui no Astronauta, o que pra mim é especialíssimo porque, gente, eu conheci o Astronauta himself! Acho que poucos leitores pode se dar o luxo de dizer isso, mas calhou que eu morava em Paris, fui pra Barcelona e rolou a feijoada brasuca na casa deles – a história tá aqui.
Bom, então vou no gancho dessa coisa de se morar fora, muito pertinente a este blog de uma brasileira criando filho nazoropa. E decidi fazer um guiazinho “Paris com crianças”, porque volta e meia recebo emails pedindo dicas e tá mais que na hora de publicar. Espero que seja útil – principalmente pra Flá, Uri e João, que estão bem mais perto que a gente da cidade luz e podem se divertir horrores por lá!
(Bibibi-bobobó, o post mesmo começa aqui, tá? Desculpem a verborragia…)
Paris com crianças – pequeno guia ilustrado!
Bom, Paris com crianças. Pra começar, é aquela coisa: fala-se muito do tal mau humor francês, das bufadas, dos resmungos e etc. É tudo verdade, e fica muito claro quando a gente está com uma criança. Parece que eles não gostam muito de criança dentro dos lugares (café, restaurante, museus), então cuidaram para que os exteriores fossem incríveis pros pequenos. E conseguiram. Tem parques em casa esquina, e todo parque tem um parquinho, e todo parquinho tem chão emborrachado. Então a dica número um é: podendo, vá na primavera/verão. No inverno a criançada aproveita bem menos. É claro que existem lugares fechados ótimos pra crianças – tipo aquário, museu de ciências, etc – mas o ponto forte são os passeios ao ar livre, sem dúvida. Pra gente que mora no Brasil e é tão carente de espaços públicos bem planejados para crianças, é de babar.
Alguns dos nossos lugares favoritos:
Jardin d’Acclimatation
TEM-QUE-IR. Esse lugar é o máximo, o mundo encantado das crianças! É um parque enorme, inteirinho pra crianças. Tem parque de diversões, trenzinho, barco, fazendinha, cinema e teatro, espaço de música, sala de espelhos, área para piquenique, areia, água… é fantástico! Dá pra passar dias inteiros, vale muito a pena! A entrada é paga e alguns dos brinquedos também, mas nada muito caro.

Parquinho aquático incrível do Acclimatation

Pensa naquelas corridas de cavalinho do Bozo. Agora aumenta o cavalo
e sobe em cima dele… deu pra sacar o quão divertido é isso?
Aproveite o filho nenê e use como desculpa pra ir junto!
Jardin de Luxembourg
Parque lindão, com algumas áreas de grama abertas para piquenique. Dentro dele tem quadras de esporte, lago e um parquinho (pago, mas baratinho) bem grande, com mil brinquedos e tanque de areia.

Escultura-cabeção no Jardin de Luxembourg
(apelidada carinhosamente por nós de “Carlos Drummond de Andrade”)

Momento “onde está a mamãe?” no parquinho. O chão é de borracha, notem!
Place des Vosges
Uma praça toda chicosa, com uns brinquedos na lateral e 2 tanques de areia. Gostosa pra fazer piquenique, lá a grama é toda liberada pra gente sentar.
(Aliás, piquenicar em algum parque de Paris é fundamental na vida de um viajante. Os mercados tem seções inteiras de comidinhas práticas pra se levar, incluindo coisas saudáveis tipo bandejinhas de legumes crus pra se comer com a mão. Garanta o lanchinho das crianças, o seu vinhozinho em copos de plástico e se joga!)

Alice e sua amiga Pepê depois do vinhozinho valsando na Place des Vosges
La Vilette
É um parque enorme, e lá dentro tem um monte de coisas legais. Vale visitar a Cité des Sciences & de l’industrie , que é um museus de ciências (lá dentro tem uma parte específica para crianas pequenas, a Cité des Enfants, mas o museu de forma geral é pra crianças um pouco maiores, a partir de uns 6 anos. E os adultos se divertem bastante também). Fora isso, o básico dos parque: parquinho, brinquedos, espaço pra piquenique, etc.

Cité des Sciences. Esse bolão é um relógio mutcho louco que dá as horas com música…
não entendi direito como funciona, mas é divertido.
Jardin des Plantes
É o Jardim Botânico de Paris. Logo na entrada a gente passa por mil canteiros floridos e as crianças arregalam os olhos por causa da diversidade de espécies e cores. Dentro tem parquinho, carrossel (bom, carrossel tem na cidade inteira…), um mini zoológico e o Museu de História Natural, cheio de bichos empalhados. Pra criança que gosta de bicho é um ótimo programa.

Alice e vovô no Museu de História Natural.
Vovô nada tem a ver com esse post, mas estava na única foto que tenho da savana africana, fazer o quê?
Promenade Planté
É um “passeio suspenso”, que termina num parque com um gramadão incrível (não vou repetir o termo “piquenique” aqui, acho que vocês já entenderam…). Amo por duas razões:
1. Por ser um caminho todo elevado, a gente vê a cidade por um outro ângulo – imaginem o Minhocão tranformado em jardim. É por aí…
2. É a primeira caminhada que Jesse e Celine fazem em “Antes do Pôr-do-Sol”! Eu quase enlouqueci quando revi o filme e reconheci o passeio, que já tinha feito várias vezes. Pra que tiver curiosidade: logo no começo eles saem da livraria, andam um pouquinho e vão dar num caminho cheio de plantinhas e uns bancos de ferro, onde sentam. É ali! Fofo fofo.

Promenade planté visto de baixo…

… e de cima…

e de dentro do filme! Oh-lalá!
Jardin des Tuileries
É o jardim que liga o Louvre à Place de la Concorde. Além de ser lindo, tem carrossel, parquinho e pula-pula. No verão um parque de diversões enorme é montado ali – e foi lá que eu quase trombei com a Madonna.
Aquários
Aquários sempre fazem sucesso com crianças e costumam agradar os pais das crianças também. Não conheci os de Paris porque fomos em vários aquários em outras cidades, mas parece que tem um bem legal em Trocadero.

O bigode está muito em voga nos aquários franceses

Paris Plage
É um projeto que rola por um mês durante o verão (do meio de julho ao meio de agosto, mais ou menos). Toda a margem do Sena é transformada em espaço de lazer, que inclui: praia artificial, piscina, recreação, espaços de leitura (com empréstimos de livros!), shows, aulas de artes, atividades tipo tai-chi ou aulas de dança, paredão de escalada, esportes aquáticos, etc etc etc infinitos. Fica meio muvucado, mas é divertido – fora o pitoresco de se botar um biquinão e deitar num areal à beira do Sena.

Tá vendo uns azuizinhos lááá longe? Então, a Paris Plage é lá!

Praia fake dos parisienses. Bote o biquinão de bunda recatada e vá a luta!
Pronto, acho que é isso, pessoas. Divirtam-se muito! E se possível for, estiquem a viagem até Barcelona e passem na Flá pra comer feijoada e dar umas cafungadas no João, que isso é mais divertido do que tudo o que eu contei aqui.
(“Tá, mas ONDE ficam essas coisas todas, Mariana?”, você me pergunta. Amigo Google, tá gente? Se eu for levantar os endereços todos vou atrasar mais 3 semanas e eu vou ser atropelada pelo VIP 60.000…)
(Flá, muuuito obrigada pelo espaço e desculpa o atraso! Beijão pra vocês! E VÃO PRA PARIS!)
Mais sobre a Mari aqui

enquanto isso em Barcelona

Na semana passada tínhamos resgatado a rede do fundo do armário pra coloca-la na varanda, já que o tempo prometia uma primavera antecipada…
hoje de tarde…

Calvin & Hobbes (again) e comemorações

Amo o Calvin… Já falei né?
Mas ó:

Dá pra resistir?

(clique na imagem para ampliar)

** E beijos e beijos e muitos beijos para o pai do super papa, que faz aniversário hoje!
Feliç Aniversári super avi… e tudo de bom pra você!

t´estimem!
E conversando com “la madrina” do João ela me lembrou que também temos outro motivo pra comemorar…
hoje faz 3 anos que “fabricamos” o Astronauta… e foi assim que começou essa história. :: Tudo começou assim

Ele

está cada dia mais “falante e crescido”, brinca e sobe e desce e pula e ri e canta e dança e chora e aprende e aprende e aprende, diariamente…

Ele adora inspecionar meu nariz e morder o meu queixo e sempre me dá muitos beijos e abraços e tapinhas nas costas. Não entende a frase “espera um pouco que agora estou ocupada”, mas sempre me ajuda nos afazeres domésticos, é o colocador oficial da pastilha da maquina de lavar louça, não é muito comilão, mas adora fruta, sabe as gavetas que não se pode abrir, sabe os livros que não se pode tocar… mas as vezes “esquece”.
Ele vai pra escola de bicicleta, e já sabe que só pode atravessar a rua quando o “homenzinho” está verde, e repete a exaustão, “vêdi si, melho no, vêdi si, melho no…” .
Ele sempre busca a lua no céu e adora quando encontra as estrelas…

Ele não gosta de dormir sozinho então me deito com ele, e esperamos o sono vir e se eu saio do quarto ele me chama, e aponta com o dedo o lugar que ele quer que eu me deite, ali do seu lado… e ele segura minha mão, e antes de fechar os olhinhos me dá beijos e sorri e eu sorrio também e lembro que não quero esquecer que eu as vezes reclamo e me canso… mas amo, amo infinitamente esses nossos momentos.
Porque ele é minha fonte de alegria… diariamente!

Feliz!

50 mil vezes Feliz!

“Pra quem não sabe, aqui no blog é assim:
Cada vez que o contador marca números múltiplos de 10 mil o leitor vira escritor e é a sua vez de contar uma historinha.

Então caro amigo, se o contador acima marca 50.000…

PARABÉNS!! Você é uma pessoa de sorte! E o próximo post é por tua conta.

Manual de instruções:
– Se você é o visitante 50.000 e quer participar da brincadeira é muito fácil, basta deixar um recadinho, de preferência como anônimo, (para aumentar o suspense) dizendo:
Eu sou o sortudo(a) visitante 50.000 o próximo post é por minha conta.

– O seguinte passo é fazer o post, (free style), conta pra gente um pouco de você, copie uma musica, divulgue seu blog, resgate teu post preferido, conte uma piada, deixe uma sugestão, uma receita, uma poesia, sei lá, qualquer coisa, só não vale deixar passar em branco um numero tão redondinho, né?
(também pode complementar o texto com uma imagem, foto, link ou vídeo)

– Quando tiver pronto, enviar o post ao e-mail do astronauta:
joaoastronauta@gmail.com, que eu publico na sequencia.

– Para saber mais sobre os visitantes especiais do Astronauta, aqui nos VIPs.

O astronauta agradece! “

Comendo tudo…

Depois de alguns dias imensamente feliz de ver o pequeno comer bem e mostrar o prato vazio, com um sorriso de orelha a orelha, falando eufórico que comeu tudo…
comecei a desconfiar… aquela velha história: “quando a esmola é demais o santo desconfia…”
Já tinha percebido que ultimamente o João e a Preta estavam num grude só… que a Preta tinha estabelecido um lugarzinho estratégico debaixo da mesa na hora da comida do pequeno…
Mas só caiu a ficha hoje, depois de flagrar o João que discretamente “deixava cair no chão” o que sobrava da comida enquanto a cachorra discretamente e quase sem fazer barulho comia os grãos de arroz que o filhote generosamente compartilhava com ela.

ai… alegria de mãe dura pouco mesmo!

A maior flor do mundo

baseada na obra de José Saramago

A primeira bicicleta

Até um pouco antes do João fazer 2 anos, brincávamos que ele era a criança mais sem brinquedos da história. (Obviamente, era uma brincadeira, uma maneira de ironizar o fato de que ele tinha poucos brinquedos). Ele até tinha uma caixa de brinquedos, com os mordedores de quando era bebê, peças de plastico de montar, algum carrinho de tudo a 1,99 e outros que ele tinha ganhado ou herdado, mas no final ele gostava mesmo era de brincar com Tupperware, lápis e papel, a bola de vôlei da mamãe, os instrumentos de percussão do papai ou qualquer outra coisa que não fosse destinada exclusivamente a brincadeira de criança.

Talvez por isso “esquecíamos” de comprar brinquedos para ele.

Para compensar (ou para justificar) dizíamos que para o aniversário de 2 anos do pequeno, compraríamos um brinquedo bem legal. O super papa já sabia exatamente o que… e durante alguns meses pesquisamos, namoramos, escolhemos o modelo e a cor e criamos muita expectativa do quanto ele ia desfrutar do super presente de aniversário.

No dia do aniversario do papai, (uma semana antes do aniversário do filhote), resolvemos não esperar mais e comprar de uma vez o tal brinquedo dos (nossos) sonhos.

Era uma bicicleta, dessas sem pedal, especial para crianças pequenas, uma boa maneira de treinar o equilíbrio, a coordenação, a agilidade e desfrutar desde pequenininho da aventura do movimento.

Quando o papai chegou em casa com o presente e o João viu a bicicleta ficou eufórico, repetia a bici, a bici sem parar, super feliz até tentar subir e não conseguir tocar os pés no chão… ainda faltavam uns 3 cm para que ele pudesse andar de bicicleta com segurança.

E foi um pouco frustrante para todos.Talvez por nossa alta expectativa e por fazer um pouco de pressão para que ele provasse mais vezes, ele se negou a brincar com a bicicleta e o super presente ficou ali num canto do quarto durante um bom tempo, as vezes depois de um pouco de insistência, ele andava na pontinha do pé durante 1 minuto pela casa, mas bastava um mínimo desequilíbrio para que ele a abandonasse outra vez num canto qualquer.

Até que faz umas duas semanas ele ficou dodói e teve febre (dizem que as crianças crescem quando tem febre, ou tem febre porque crescem…. ou alguma bobeira assim). O fato é que ele cresceu alguns centímetros e os pés já alcançam o chão sentado na bicicleta, insistimos um pouco mais e ele foi tomando gosto pela coisa, se acostumando e se sentindo confortável “sobre rodas”.

Esse fim de semana, a bicicleta foi a protagonista, ele subiu, desceu, fez curvas, estacionou, correu, caiu, levantou, sorriu e desfrutou tanto, tanto, tanto da bicicleta quanto a gente… de vê-lo feliz.

La lluna i la Pruna

Desde que o João aprendeu a musiquinha da ” la lluna i la pruna” (já faz mais de 3 meses), ele passa o dia inteiro cantarolando pela casa.
Ele AMA esta musica, (daquela maneira obsessiva que tem as crianças, quando gostam de uma coisa).
Eu coloco musica em casa e ele logo pede: ” La lluna, mama, La lluna” .. Está brincando com os instrumentos, e canta a tal musica, em varias versões… Estamos passeando e ele vê a lua, e avisa logo… ” Mia, mama… La lluna mama…” (olha, mãe a Lua) e já começa a cantar…
Hoje de tarde estava comendo uma bolacha redonda, deu uma mordida grande, e quando a bolacha estava em formato de lua, ficou todo feliz, e saiu cantando pela casa…

Então, né? Não podia deixar de registrar aqui no blog, uma versão acústica da musica mais famosa do pedaço.

Com vocês: o João e “La lluna i la pruna”.

ps1.: La lluna i la pruna = A lua e a ameixa

ps2: Depois de um fim de semana curativo, estou bem! Já recuperada!

Muitíssimo obrigada pela força e pelas palavras carinhosas. Bom demais receber esse carinho de vocês!! Beijos!!

Panorama

Uma mãe com 39,5 de febre, um filho recém recuperado de 4 dias de repouso, (com garganta inflamada e febre), e agora super ativo e com muita vontade de brincar.

A mãe fazendo um súper esforço para levantar-se do sofá, para fazer o básico. O filho vendo televisão demais, sem ter recuperado totalmente o apetite, e com diversas e constantes crises homéricas de birra. Chorou, esperneou, se jogou no chão, e gritou mais nesses últimos 2 dias, que nos últimos 2 anos.

A cabeça de adulto, não entende como ele não pode entender que a mamãe está doente e precisa ficar tranquila.

A cabeça da criança não entende um dodói que não se pode ver, e porque a mamãe fica o tempo todo deitada, com tanta coisa legal pra fazer.

No meio desse conflito, a paciência acaba, ele grita e a mãe também, e choram juntos.

***

Pouco depois o super papa chega, e brinca com o pequeno, jogam bola, andam de bicicleta pela casa, vão ver a lua e as estrelas, e o papai inventa que tem um gato na barriga… E ele ri… ri muito…

Escuto a risada do filhote, e me sinto melhor… e nem me lembro do mau humor e das birras…

Já está tudo bem de novo.

Favorite Photo

A Carol do blog Mother Love Database , me convidou para para participar do Favorite Photo Meme, aonde cada pessoa convidada deve escolher sua foto preferida, explicar algo se quiser, publicar no blog e convidar outras blogueiras.

Eu não tenho uma foto preferida, mas escolhi essa, de um praia de Formentera, porque com os dias tão cinzas que anda fazendo ultimamente, to com saudades de dias de verão. E também porque nessa praia, eu descobri que estava apaixonada pelo maridão. E mesmo tendo certeza de que o João foi a melhor coisa que me aconteceu… as vezes também sinto uma saudade danada daquela época que eu era tão livre, leve e solta.

Boa semana! e vou voltando aos pouquinhos, tá?

Ah, sim… Tá todo mundo convidado pra participar, vou adorar ver fotos bonitas por aí. Beijo

mamãe eu quero

A Juliana deixou a dica, e eu com muito prazer repasso pra vocês.

“Pensando nos bebês que sofrem com fantasias de tecido sintético, paetês e frufrus, ela e uma amiga desenvolveram um linha em algodão, fresquinha, mas com muito charme pro Carnaval!
É a MAMÃE EU QUERO !!!
Se você é mãe, (ou tia, madrinha, vó, amiga…) corre lá e faça seu bebê ser um folião de primeira!”

Eu passei lá e achei a idéia incrível e as fantasias fofas de morrer!
Como o Carnaval daqui a fantasia adequada seria de urso polar, minha comprinha vai ficar pra depois.
Mas tá dado o recado.

Cópia

A minha cumadre Bel, postou esse video no blog dela e eu gostei tanto, que não resisti e copiei aqui pra vocês.

beijos e boa semana!!
Load More