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verão em Menorca


Pro dia nascer feliz!

Hoje de manhã ele acorda, vem pra minha cama e me enche de beijos.
Morro de amor e falo pra ele que a mamãe o ama, muito, muito, muito.
Infinito!!!!

Ele responde:

E o João também “infinito y más allá”.*

Existe maneira melhor de começar o dia?

*Resposta inspirada na frase do Buzz Lightyear em español: “hasta el infinito e más allá”

a poc a poc*

Nunca tinha passado tanto tempo sem bloguear, (escrever, ler, comentar…) é engraçado, que durante os primeiros dias de férias, ainda pensava como “blogueira”, todas as coisas interessantes que passavam, fazia um post mental, e pensava que assim que voltasse de Menorca, postaria sobre isso…
Mas quando voltei, para uma semana mais em Barna sem meus meninos, tive alguns problemas em casa, e outro com a internet, e aquela sensação de que tenho que aproveitar que não estão para isso e aquilo e aquilo e não sobrou muito tempo pra escrever.
Então acabou julho, meus meninos voltaram e quando tentei retomar o blog nunca encontrava o momento para escrever… não sei se é porque perdi a pratica ou se pelo clima 100% férias que rola por aqui… mas está sendo complicado voltar e todo esse blablablá é pra dizer que agosto ainda estaremos um pouco desconectados… vou voltando a poc a poc com os e-mails pendentes, me atualizando nos bloguinhos e retribuindo os comentários dos visitantes novos que tem aparecido por aqui (gracies!).

Prometo que volto pra contar como foi e está sendo as férias (intermináveis) do Astronauta.

(não desistam de mim)

muitos beijos e até

* palavra do dia: poc a poc = devagar, pouco a pouco. em catalão.

“O astronauta ao menos viu que a terra é toda azul, amor
Isso é bom saber porque é bom morar no azul, amor…”
(O astronauta – Vinicius)

Férias de mim

E os meus meninos (marido e filho) tiraram férias de mim e não deixaram nem a cachorra pra contar a história, a família quase completa embarcou ontem, direção Menorca, para passar o verão da melhor forma que se pode passar, mar azul, primos, bola, piscina, sorvete e bicicleta.

Eu, que não pude tirar o mês inteiro de férias fiquei! Mas estou bem, obrigada!

Claro que na hora da despedida deu um aperto quando ele apontou o lugar da mamãe no carro “aqui mama, aqui”, mas quando o papai explicou que a mamãe vinha depois, daqui a uns dias… ele fez cara de não entender muito, pra logo depois abrir o sorrisão e repetir a frase da semana: o barco! o barco grande, grande!

“E lá vai nosso astronauta descobrindo feliz que seu Universo tem
todas as cores que ele quiser inventar” (Ziraldo)

Claro que já estou com saudades, mas é uma saudade gostosa, que sabe que papai e filhote estão se divertindo, que merecem aproveitar cada minuto das férias e merecem esse tempo pra eles dois.

Assim como eu também mereço essas férias de mim.

Dormir tarde, acordar tarde, sair com as amigas, poder tomar todas no jogo do Brasil e sair pra comemorar depois, (I hope!), ser um pouco irresponsável e ir a praia ao meio dia, e esquecer um pouco do relógio e da rotina…
Me sentir livre, leve e solta e daqui a uma semana, ir pra lá matar a saudade, curtir os meus meninos e ficar sanduíche de gente com eles.

Esse comercial, a cara do verão de Menorca, é pra deixar todo mundo de água na boca.

Assino embaixo

Linda Campanha pela valorização da maternidade.
Assine o manifesto aqui

e pra conhecer melhor a campanha aqui e aqui .

Futebol

Adoro futebol!

E tive a sorte de nascer num país que de 4 em 4 anos, vive a copa do mundo da forma mais intensa e emocionante jamais vivida, é a pátria que calça chuteiras do Nelson Rodrigues, que se pinta de verde-amarelo e que pára inteira para ver a seleção entrar no campo.

Tenho inúmeras lembranças relacionadas a Copa.

Me lembro claramente do primeiro ano que aprendi a ver futebol, em 86, das vitórias, da festa, da minha rua na Pompéia, toda pintada de ” É TETRA BRASIL”, da energia incrível de gritar gol e sentir todo um país gritando junto… lembro da ansiedade pré jogo… do pênalti perdido pelo Zico, o “galinho” que segundo meu pai era o melhor jogador do mundo, da decisão por pênaltis contra a França… do silêncio no final… das cara tristes dos jogadores e torcedores e de chorar junto com eles a tristeza de “voltar pra casa”.
 

O futebol faz parte da nossa cultura, faz parte da minha brasilidade e das lembranças da minha infância. E o futebol do Brasil, é arte, é jogo bonito, é emoção, é o povo feliz, é um campinho improvisado em cada canto, é paixão desde pequenininho é festa e alegria.
 

Moreré/Bahia

De 86 pra cá já foram 5 copas, algumas com mais emoção e outras com menos, mas com aquela euforia louca de ser favorito, sempre! Mesmo com todos criticando o técnico, mesmo que o time não esteja nem tão bom esse ano…

Mas é o Brasil, e a esperança de sentir a emoção de ser campeão de novo.

Me lembro de viver o tetra, no interior da Bahia, com direito a comemorar com trio elétrico na mais intensa explosão de alegria.

E de viver o penta, em Barcelona, no ano que cheguei aqui, e comemorar com milhares de brasileiros e simpatizantes, que tingiam as ramblas de verde-amarelo e entre samba, timbaus e fogos gritávamos “a rambla é nossa, ha ha hu hu…”.
***Os catalães apesar de serem apaixonados por futebol, não vibram tanto com a copa do mundo, um pouco porque a seleção espanhola, nunca chegou muito perto de ser campeã, nunca sentiu esse gostinho… 😉 Mas o motivo principal é que os catalães não se sentem espanhois por consequência da história e da repressão cultural que sofreu durante anos…

Camp Nou-Barcelona Foto: Vitão


 
Na verdade, eu acredito que a maioria deles, (os catalães), principalmente esse ano que o time da Espanha está formado por muitos jogadores do Barça, não seja tão indiferente quanto aparenta ser. Sinto que está rolando uma torcida silenciosa, que não é capaz de vestir a camisa e torcer apaixonadamente porque pra isso, é preciso identificação e pertencimento… Mas já começo a ouvir alguns sussuros esperançosos de uma possível final com a seleção “canarinha”.

 

Oxalá! Tô torcendo por isso!

 

Adoraria!

 

E se por um lado é legal sair na rua, e viver a copa do mundo numa cidade cosmopolita, com turistas e imigrantes de todas as nações (e times, e bandeiras e camisas…), por outro lado, sinto falta da unanimidade das nossas cores e do eco dos gritos de gol fazendo uma ola na rua.
Mas, mesmo assim, a milhas e milhas distante do próprio país, a gente faz a nossa festa, se veste de verde-amarelo e nos juntamos pra ver o jogo.
Nessa copa, a primeira do João, estou mais animada que nunca, fazendo tabelinhas desde o comecinho (super acertadas até agora) e fazendo questão de reunir os amigos brazucas, pra passar pro pequeno um pouco dessa nossa paixão nacional e pra sentir o coração bater mais forte na hora do hino, pular e gritar, me emocionar ao ver o filhote correndo pro abraço na hora do gol, comemorar com ele na repetição e me sentir mais perto do meu querido Brasil…

 

nem que seja por 90 minutos apenas.

 

“… É preciso ter o Futebol no sangue, e a gente, neste momento, não dúvida de que qualquer laboratório detectaria a presença do Futebol no sangue de cada brasileiro, numa mistura balanceada com glóbulos brancos e vermelhos…”.

(Mino Carta editorial da Revista Isto É, n° 212 – jan/81)

Do Astronauta, das Amebas e da Culpa do Mundo

Post VIP: By Roberta, mãe do Noah do blog Piscar de Olhos

Eu tenho algumas manias que me acompanham desde sempre: eu evito pisar nas partes pretas da calçada de Copacabana, começo a comer a coxinha pela ponta e faço xixi de pernas cruzadas.

E como mania é um troço que vai se alastrando com a idade, eu arrumei mais uma: dei pra querer prever o futuro de filho e filha de blogueira.

Prever o futuro de filho alheio não é pra qualquer um e requer certo empenho: você lê o blog da mãe da criança, analisa o comportamento e as habilidades da cria, pensa nisso com relativa frequência, amadurece a idéia e tira suas conclusões: “esse quando crescer vai ser escritor/advogado/médico/comunista/drag queen.”

Parece fácil, mas requer técnica. Técnica e um ou dois parafusos a menos.

Do João – O Astronauta, eu sempre, desde o início, pensei: aposta quanto que ele vai acabar virando um astronauta famoso e o blog da Flávia vai aparecer no Fantástico?

Juro que eu imagino o João indo passear em Vênus. Daí, se me dão corda, eu ainda vou mais longe e imagino todos os televisores do mundo ligados para testemunhar o João pisando naquele planeta esquisito pela primeira vez.

Maracanã lotado, transmissão ao vivo, pelo telão.

O estádio vai a loucura “Jo-ão Jo-ão Jo-ão” .

E a galera tem até hino:

Carmen Miranda nasceu em Portugal

Mas quem diz que ela não era brasileira?

E o João, que adora samba e o carnaval!

Dizer que ele é espanhol é brincadeira!

Enquanto isso, em Barcelona, ao vivo da Plaza Catalunya, a multidão enlouquece e orgulhosamente veste uma camisa com a foto do Astronauta, onde se lê: “Vênus – A Catalunya chegou lá primeiro”.

O super papa enxuga as lágrimas e se junta à multidão. Numa mão a fotografia do João vestindo a camisa do Barça. Com a outra mão ele segura o braço de uma elegante e orgulhosa mamãe, que, se debulhando em lágrimas, conversa com um jornalista da BBC.

– Mas de onde surgiu a idéia dele, de virar um astronauta? – pergunta o repórter.

– Ah..sempre foi o sonho o João – responde a mãe do Astronauta. Sei lá…com 5 anos ele viu meu blog e disse “Mamãe. Eu vou ser um astronauta”.

E o jornalista se arrepia todo ao saber que a mãe do astronauta tem um blog que existe desde que João era bebê. E que referido blog se chama – OH-MY-GOD- O Astronauta.

Corta pro João em Vênus. Ele se prepara para descer da aeronave. 5…4….3….2…

E ele desce com um violão na mão, sorri para a câmera e canta…

plunct-plact-zum,

não vai a lugar nenhum…

E o Maracanã vai abaixo.

João, todo emocionado, diz:

– Eu gostaria de mandar um beijo pro meu pai e pra minha mãe. Eu amo muito vocês. Mamãe, você é minha inspiração, sempre. Ah! Queria aproveitar para mandar um abração pro Noah, meu primo de grau I (no futuro, assim que serão chamadas pessoas que se conhecem somente pela Internet). Noah, você é o melhor primo cybernético que alguém poderia ter.

(que foi, gente? se o sonho é MEU então o João pode mandar um abraço pra quem EU quiser, dá licença?)

***

E falando em sonho: poucos dias depois de Noah nascer, há 19 meses atrás, eu tive um sonho muito louco. Eu sonhei que Noah era tipo um Messias, sei lá, o cara prometido e tal. E que havia uma organização mega mafiosa de olho nele.

Ainda na maternidade, essa máfia invadiu meu quarto enquanto eu dormia e introduziu um chip em formato de ameba dentro da minha cabeça. O chip-ameba permitiria que os mafiosos soubessem sempre do meu paradeiro, assim eles nunca perderiam o Messias de vista.

Perceba que sonho de mãe é mártir de essência, né? Porque, cá entre nós, se era ELE o tal Messias porque raios que a ameba tinha que vir parar na MINHA cabeça e não não dele, hein pessoal da máfia?

***

Tá, mas agora vamos ao que interessa. Quando tive a honra de saber que ia dar pitaco aqui na casa da Flávia queria falar sobre algo que soasse familiar a todas as mães. Mas daí Noah ficou doente e eu chutei o computador, e fiquei 5 dias com o filhote no colo. O bichinho não saia do meu colo nem pra vomitar.

Mas ontem à tarde, do nada, ele sarou. Ficou com uma fome de leão e saiu do banho cantando “do leme ao pontal”. E quando ele canta Tim Maia é porque ele está realmente feliz.

Hoje de manhã estava ótimo: comeu caqui, comeu pão e tomou suco laranja. Assistiu Cocoricó. Dançou e escondeu minhas panelas embaixo do sofá. Pensei: vou levá-lo um pouquinho à escola, assim posso tomar um banho demorado (aquele que eu não tomo direito há 6 dias), posso trabalhar e escrever um pouco.

E daí adivinha quem apareceu sem ser chamada?

Ela. A ameba maldita. A culpa.

Isso mesmo, gente bonita. Eu descobri que a tal ameba do sonho nada mais é do que pura e simples culpa. Culpa essa que é introduzida na sua cabecinha assim que a cria nasce, lá na maternidade.

“Ah, mas eu pari em casa.”

Não importa. A máfia enfiadora da ameba sabe muito bem onde você mora.

“Mas então porque que meu marido não sente tanta culpa quanto eu? Não colocaram a ameba na cabeça dele também?”

Não, darling, não colocaram a ameba na cabeça do seu marido. E ainda que tivessem colocado, homem tem corpo fechado pra culpa desnecessária. Culpa é artigo feminino, que desce junto com a sua primeira menstruação.

***

Posso escrever sobre culpa, então?

O tema é batido, eu sei. Mas outro dia, caras leitoras do Astronauta, tomada por descabida culpa por deixar Noah na escola enquanto assistíamos ao primeiro jogo da copa, eu compus o Melô da Mãe na Copa:

A culpa do mundo é nossa

Culpa de Mãe, é uma bosta

Tem culpa porque trabalha

Quando desmama

Quando desfralda

O drama inteiro começou aqui. Mas no final das contas, maridão e eu decidimos deixá-lo brincando na escola e, durante o primeiro tempo do jogo, batemos um bolão assistimos a partida sem interrupções.

Termina o primeiro tempo e a amebenta aqui tem a seguinte idéia:

– Amor, vamos aproveitar o intervalo pra ir tirar uma fotinho do Noah na escola? Ele tá com a roupinha de copa do mundo e eles iam assistir o jogo no pátio. Muito fofo, bora lá?

(a escola fica 2 minutos a pé da minha casa.)

– Ah, não.

– Ah, vamos, vai, rapidinho!

– Não, amor. A gente tira foto dele a noite, aqui em casa.

– Aqui em casa os amiguinhos e as professoras dele não vão sair na foto, né François?

(quando mulher chama pelo nome é melhor concordar, viu João Astronauta?)

– Bom, beleza. Mas não deixa ele te ver, senão já viu. E é tirar a foto e voltar correndo pro 2o. tempo, tá bom?

Então nós fomos. De longe eu vi as crianças reunidas assistindo o jogo. Então eu pedi que uma das funcionárias da escola tirasse uma foto. Ela volta com a câmera e diz que ele saiu meio chorandinho na foto.

– Mas eu vi ele rindo e brincando, como assim saiu meio chorandinho?

– Das duas uma, ela disse. Ou foi porque ele viu a mãe do amigo vindo buscá-lo ou ele ouviu sua voz.

Era o que faltava para acionar o chip-ameba da mamãe aqui.

Agora presta atenção no dilema da criatura-mãe: de um lado a cria chorando; do outro, o marido me puxando pelo braço e me olhando com cara de “nem pense nisso”.

***

Resultado: Noah veio pra casa com a gente. Contrariando o maridão, o meu bom senso e todos os conselhos sensatos de quem comentou meu post, eu carreguei a cria pra casa e perdi os dois gols do Brasil.

Logo eu, que ao ler os comentários de outras mães amebentas sobre suas próprias culpas, me enchi de compaixão, balancei a cabeça e pensei “ameba filha de uma puta”.

Mas sabe o que acontece? A minha ameba cerebral é tão, mas tão sofisticada, que num momento de impasse desse, ela me roda um filminho na cabeça, só pra provar que está certa.

Isso mesmo. Na hora da decisão em deixá-lo ou não na escola, eu paro, fecho os olhos e eis que me vem o seguinte filme na cabeça:

Noah, sentado no sofá com a namorada, daqui uns 40 20 anos. Começa o jogo, ele agarra a namorada e diz:

“Sabe que toda vez que começa um jogo de futebol me dá um vazio, um medo…Me abraça?”

E a namorada então diz:

“Xiiiiii, isso deve ser algum trauma que aquela maluca da tua mãe te colocou.”

Porque além de lidar com amebas-produtoras-de-filmes-cerebrais-culpentos a pessoa, ainda por cima, um dia vai virar SOGRA. Sim, sogra! Vulgo aquela-que-deixou-seu-marido-cheio-de-traumas-e-manias.

E eu pergunto: isso lá é um mundo saudável pra se viver, dona ameba?

***

Obrigada, querida astro-mamis, sou sua fã incondicional (mas disso você já sabe). Fico torcendo pra você passar por aqui e a gente bater papo pessoalmente e tirar muitas fotos do João e do Noah. Que depois que o João for pra Vênus vai ficar mega difícil da gente tomar aquele café, né não?

Bom, deixa eu ir. Não quero que vocês pensem que eu sou daquelas visitas inconvenientes, que não sabem a hora de ir embora

Além do que, preciso ir buscar o pequeno na escola.

Que a dona ameba já me sussurrou que tem filme inédito em cartaz. O filme conta a história dessa mãe perversa e ingrata, que deixa o filho na escola pra tomar banho demorado, trabalhar e escrever. Ele cresce e nunca mais se recupera do trauma: vive na sarjeta, rasga dinheiro e trabalha como gigolô.

Em breve. Em um cinema próximo de você.

Depois desse post SENSACIONAL, só posso dizer uma coisa, se você ainda nao conhece o blog dela nao sabe o que está perdendo.
E obrigada Ro, AMEI!

Ele chegou!

Daí que já é oficialmente verão por aqui.
OOOOOOOba!
Delícia, poder vestir shortinho e regata, ficar de havaianas o tempo todo, comer fruta de temporada, aproveitar mais a varanda, encher a piscininha de plástico, sair por aí e ver as pessoas mais bonitas, mais felizes e bronzeadas, (apesar de que ainda estou cara pálida em pleno final de junho… coisas da maternidade, enfim… )

Podia fazer uma lista interminável de tantas coisas gostosas do verão… Mas como uma das coisas mais gostosas do verão é desfrutar da preguiça e da pouca vontade de ficar na frente do computador, vou ser breve, mas antes deixo meu 3º parabéns e um super beijo pra Lilata pelo seu aniversário!

E também uma receitinha que eu adoro, levinha e delícia, pra quem tem dotes culinários ou não, é sucesso garantido e faz tempo queria compartilhar com vocês.

E Beijos…
E Viva são João!

Foto: Super Papa


Salada de mozzarella e figos
(2 pessoas)

6 figos médios, 2 mozzarellas, Flor de sal (sal Maldón), pimenta do reino recém moída, 2 nozes, 4 folhinhas de hortelã, azeite de oliva virgem.
Maceração da mozzarella:
1 cl (sopa) de azeite de nozes, 50 ml de azeite de oliva suave, suco de 1/2 limão siciliano, 1 pitada de comino (pouca), 1/2 dente de alho (pequeno).

Maceração da mozzarella:
Misturas todos os ingredientes em um recipiente que a mozzarella fique coberta, tampar e reservar na geladeira um mínimo de 2 horas.
Para servir:
Cortar as mozzarellas e os figos em fatias finas. Com a ajuda de um aro de cozinha (de uns 8 cm), alternar capas de figos e mozzarella, salpimentando cada etapa. Decorar o prato com as nozes, as folhinhas de hortelã, sal, pimenta e uns talhinhos de cebolinha.

E bon profit!

Haja coração!

Minha 3ª Copa do mundo fora de “casa”, e a 1ª da vidinha do nosso astronautinha, estreia do Brasil jogando assim… bem mais ou menos… amanhã temos festinha de fim de curso da escolinha do João… emoção!! Mas isso é assunto para outro vídeo post porque hoje, nem mais nem menos emocionante temos…

mais um VIP no Astronauta! Viva!
e antes que esse blog, vire exclusivamente videoblog, dou uma paradinha pra fazer um copy/paste…

Porque para quem não sabe, aqui no blog é assim:
Cada vez que o contador marca números múltiplos de 10 mil o leitor vira escritor e é a sua vez de contar uma historinha.
Então caro amigo, se o contador (abaixo no canto direito do rodapé) marca 70.000…
PARABÉNS!! Você é uma pessoa de sorte! E o próximo post é por tua conta.

Manual de instruções:

– Se você é o visitante 70.000 e quer participar da brincadeira é muito fácil, o primeiro passo é deixar um recadinho, avisando que você topa participar da brincadeira e que o próximo post, será por tua conta.
– O seguinte passo é fazer o post, (free style), conta pra gente um pouco de você, copie uma musica, divulgue seu blog, resgate teu post preferido, conte uma piada, deixe uma sugestão, uma receita, uma poesia, qualquer coisa…
Só não vale deixar passar em branco um numero tão redondinho, né?
– Quando tiver pronto, enviar o post ao e-mail do astronauta:
joaoastronauta@gmail.com, que eu publico na sequencia.
– Para saber mais sobre os visitantes especiais do Astronauta, aqui nos VIPs.

***Importante: as vezes a privilegiada que bate em ponto no contador, vê o numero tão redondinho, fica com vergonha e saí de fininho sem se identificar.
Então, a “promoção” fica valendo pro 70.001 ou 2 ou 3… ou até chegar no corajoso que não fuja da raia.

O astronauta agradece!

UPDATE:
Já temos mais um Visitante VIP.
êêêêêêêêêêê. Adoro!!!
Obrigada a todas pelos recadinhos. Beijos

Sónar Kids – O retorno

Quando contei para alguns amigos que no fim de semana levaríamos o João para a 2ª edição do Sónar Kids, todos fizeram o mesmo comentário. “Ah, esse ano ele vai curtir ainda mais.”

Eu, mãe de um garotinho de 2 anos já a 6 meses, não criei grandes expectativas, porque sei que nessa idade, até mesmo o programa mais divertido não significa diversão garantida.

A proposta do Sónar é diversão, tanto para os pais quanto para os pequenos. Oferece para os “grandes” bons DJ, e a oportunidade de passar o dia com musica “de adulto” mas acompanhados dos pequenos e exclusivamente para eles, opções variadas de workshops relacionadas a arte, musica, esportes…

O mais legal do sónar, pro João, foi sem duvida a aula de skate, e o mais chato do Sonár foi que o programa mais legal, não durou nem 10 minutos, e como se explica pra um garotinho de 2 anos que pra ele brincar mais, teria que pegar aquela fila imensa e talvez demorar uma hora ou mais, para repetir uns míseros 8 minutos?

É um festival bem bacana, o João se divertiu e a gente… também, já que deu pra tomar algumas cervejinhas e até pra dançar um pouco, num esquema relativamente tranquilo…

Mas dessa vez, senti falta de ter combinado com outros amigos pais, de ter juntado uma turma e assim, (talvez), naquela hora do chillout, o filhote tivesse se entretido brincando com os amiguinhos enquanto nos dava um descanso e nos permitia pedir um mojito e relaxar na grama ao som do DJ bacanérrimo que estava rolando por lá.

Mas… na vida real, bem na hora em que ansiávamos um descanso, o João se entediou e inventou a brincadeira mais chata da história, que consistia em não querer estar com a gente, sair, virar a esquerda, depois a direita, dar meia volta, marcha ré, pegar a contra mão para depois de alguns minutos, lá no meio da muvuca fazer cara de perdido e chamar… mamãe? Maaaamiiiii, Mamãe! E ai da mamãe se não aparecesse em poucos segundos.
Então na sequencia fazia cara de surpresa ao me ver, dava meia volta e começava tuuuuudo de novo.

No final o resultado é cansativo mas positivo, mesmo sabendo que chegar em casa exaustos, com vontade de ligar a televisão e desconectar vendo um jogo qualquer da copa seja missão impossível já que o pequeno ainda elétrico, ligado na pilha duracell tem pique pra mais umas quantas horas de bagunça.

Meu peixinho

Já tinha comentado por aqui que o João ama a piscina, eu sabia pelos comentários da educadora e também pela maneira eufórica e feliz que (na maioria das vezes) ele está quando eu vou busca-lo na esquina da escola, no dia da piscina.

Mas até então não tínhamos tido a oportunidade (obviamente não por falta de vontade) de assistir a “aula de natação” do João.

Mas hoje foi o grande dia, o dia de vê-lo nadar.

E é doido porque passei a semana meio ansiosa esperando o dia do grande evento… E na hora H ao vê-lo saindo do vestiário com a toquinha na cabeça e a toalha na mão, não aguentei e dei aquela choradinha básica, tão comum em mim. Nem sei direito o porque do choro, um pouco por emoção e orgulho de ver o meu petit tão menininho grande e um tanto porque de vez em quando ainda é um baque perceber a evolução das novas aventuras e que ele está inevitavelmente crescendo.

Passado o surto sentimentaloide, sem querer prolongar o papelão, enxuguei as lágrimas e me juntei ao grupo de pais/tietes, todos munidos de celulares, maquinas fotográficas e filmadoras e que desde a arquibancada chamavam, davam tchau e mandavam beijos, enquanto os toquinhos de gente lá embaixo retribuíam com sorrisos.

Sinto muito pelos outros papais, mas não dá pra ser imparcial nessas horas, o João era de longe e sem sombra de duvida, o garotinho mais simpático, alegre e melhor “nadador” daquela piscina. Ele pulou, bateu perna, riu, deu voltas, mergulhou, e cada vez que fazia alguma coisa nova, gritava da piscina, “mira papi, mira mami…”.

…Como se precisasse avisar.. como se pudéssemos em algum momento daquela meia hora desgrudar o olho dele….

Se é que vocês me entendem…



a Dinda!

A gente é meio diferente em algumas coisas e bem parecida em muitas.
Nos conhecemos a 8 anos atrás, não fomos amigas de cara, mas também não demorou muito e pra gente ir se aproximando e fazendo parte uma da vida da outra.

Hoje posso afirmar que ela esteve presente na maioria dos momentos importantes da minha vida aqui em Barcelona, que por sorte foram muitos e alegres, tristes, loucos, engraçados, melancólicos, surreais…
Ela foi a primeira pessoa que soube que eu estava grávida, antes mesmo do maridão, e acho que antes mesmo de mim mesma que demorei horrores pra cair a ficha.

Obrigada amiga pelas risadas, choros, conselhos, segredos e silêncios e por fazer parte da nossa família

Feliz Aniversário gata!

Bel e Flá
Comadres. Versão: verão no Brasil/2004

Respire!

O video não é novo, talvez muitos de vocês já o conhecem… Mas é bonito demais!
Vale a pena ver de novo!

novas descobertas…

A quase 4 anos atrás o super papa, achou que queria mudar, morar no campo, diminuir ritmo, desfrutar da natureza, colher azeitona e plantar uma horta.

Me convenceu (de uma parte) desse projeto, idealizou rotinas e o logo do azeite que ele iria fazer com as próprias mãos… depois de pouco tempo, compramos um terreno, no meio do mato, com uma casinha minúscula em cima da montanha.

Descobri que estava gravida, quando o processo da compra já estava bem avançado, e me lembro do dia que assinamos a escritura e a primeira vez que fomos pro terreno, já sendo nosso.

Lembro da alegria do super papa de ter aquele pedacinho de floresta e de imaginar o filhotinho, correndo, caindo e levantando naquele chão de terra.
O projeto de morar no campo foi ficando distante, (ufa!) mas nem por isso o maridão deixou de investir energia naquele lugar.

O João nasceu, esperamos ele crescer um pouco pra leva-lo a la casa de montanyes, depois esperamos o inverno passar, depois esperamos que o lugar tivesse um pouco mais de infraestrutura para um bebê, depois aconteceram imprevistos e mais imprevistos e mais imprevistos, que nos desanimaram e perdemos um pouco a vontade de estar ali

Até que nesse ano, com a chegada do sol, planejamos subir com uns amigos até a casinha.

E foi assim, que nesse fim de semana o João conheceu finalmente nossa casa de “fusta” – la casa de les montanyes.

É incrível o poder dos “petits” de se adaptarem às mais diversas situações e de captar a energia dos lugares.

Ele não estranhou que ali não tivesse luz, que o xixi tinha que ser feito no mato, que a agua era recolhida de um poço e que dormiríamos no colchão no chão. Muito pelo contrário, ele aceitou as novidades, como se fosse assim que tivesse que ser.

Ficou super bem, escalou “montanhas”, brincou com a água, com a terra, conversou com as formigas, conviveu amigavelmente com besouro e insetos não definidos (e a mamãe se conteve várias vezes pra não gritar e passar o medo tonto de inseto pro pequeno), tomou um baita susto quando uma rã pulou por ali, enquanto ele cavava na areia, mas depois (segurando a mão do pai) foi atrás dela para investiga-la, passeou, brincou com a Preta como nunca, ficou distraído sozinho como nunca, observou as borboletas, encontrou flores azuis, amarelas e brancas, desfrutou do balanço improvisado, compartilhou com o pai o prazer do contato com a natureza, foi apresentado às plantas do lugar, quase conseguiu diferenciar alecrim de tomilho, “subiu” em arvores e no fim do dia, dormiu na rede olhando a lua…

E mesmo sendo o projeto do super papa, e que muitas vezes eu não tenha abraçado a causa tanto quanto ele gostaria, adoro o jeito que ele tem de incentivar o nosso astronautinha a desfrutar da natureza e o agradeço por isso.

Nesse fim de semana, descobrimos que não precisamos de grandes eventos para ser feliz.

E espero, filho, que você possa sempre admirar as coisas lindas que estão ao nosso redor e possa enxergar sempre a felicidade das coisas pequenas e simples.

O cérebro do bebê

Já faz um tempo descobri um documentário sobre o cérebro do bebê, realizado por Eduard Punset (político, escritor, economista e divulgador científico espanhol, autor do livro “el viaje al amor” entre outros) entrevistando a Sue Gerhardt, (psicóloga, escritora, considerada uma das maiores especialistas no seu campo de pesquisa, autora do livro “Why love matters” entre outros), que me tocou profundamente e depois de vê-lo repetidas vezes, fiquei com vontade de divulga-lo e divulga-lo e divulga-lo.
Pensei no importante que poderia ser se todas as pessoas (pais, tios, avós, educadores, médicos, vizinhos, palpiteiros de plantão e especialmente os políticos..) refletissem sobre o verdadeiro significado de cuidar de um bebê, e aprendessem que o amor é essencial para o desenvolvimento do cérebro e a importância fundamental de ser sensível às necessidades dos pequetitos especialmente nos primeiros anos de vida.

Comecei a transcreve-lo para poder posta-lo no blog, mas não sei porque acabei deixando pela metade, em um documento perdido em uma pasta qualquer do computador, até que nesse fim de semana em um desses momentos que observo meu petit sob um outro prisma, busco meu filho bebê e encontro um garotinho independente, me veio à cabeça os conselhos (não utilizados, mas que geraram dúvidas e auto-questionamento) sobre cultivar a independência de quando ainda são bebês e uma frase do documentário que me marcou muito:

“para um ser humano seja realmente independente deve ter sido primeiro um bebê dependente”.

Nessa hora fiz um lembrete mental, recuperar o rascunho e dividir com vocês essa entrevista.

O documentário não é novo (2007), tampouco super original, já que ultimamente diversos profissionais vêm nos alertando da importância de satisfazer prontamente às necessidades dos bebês.

Mas na minha opinião é lindo, atual e super necessário!
Alem das explicações cientificas, é um convite a rever nossos conceitos e quebrar alguns mitos que estão profundamente enraizados na nossa sociedade, tal como o “colo vicia”, “tem que deixar chorar”, “tem que aprender dormir sozinho desde pequeno”, “te está manipulando…”, “tem que ensinar a ser mais independente” e o tão famoso “deixar mal acostumado” usado de forma equivocada especialmente relacionado a colo, amamentação e dormir.

Eu realmente acredito que se a sociedade levasse mais a sério a maternidade e a primeira infância, dando suporte às famílias, para que elas possam criar seus filhos com amor, dedicação e respeito incondicional, mudaríamos o mundo. Simples assim!
Mas também sou consciente que o que é divulgado no documentário, está bastante longe da realidade atual, seja por questões políticas, praticas, financeiras, ou mesmo por falta informação. Infelizmente!

O documentário está em castelhano, é um pouco longo (47´) mas deixo o link para quem se interessar.
“El cerebro del bebé”

Fiz um resuminho traduzido do que eu achei mais importante.

E pra finalizar tambem deixo o link de uma entrevista recente à Sue Gerhardt, que saiu na Folha de São Paulo e coincidentemente recebi essa semana, da minha amiga Mirela, (gracies!) que acredito, complementa muito bem esse post.

Som culés!*

*O antigo estádio do Futebol Club Barcelona, na calle Industria não tinha grades no exterior e sempre estava cheio de torcedores que se sentavam nos muros. Quem passasse pela rua e olhasse pra cima, tinha a bela visão de um monte de bundas, por isso desde essa época (mais ou menos em 1920) os torcedores do Barça foram carinhosamente apelidados de culés (se pronuncia: culês). Bunda em catalão = cul. (super cool, eh?) E a tradução literal de culers seria algo como bundões.

E o João, o papai e a mamãe como bons culés, fomos comemorar ontem (a mais que merecida) vitória do Barça na Liga Española, em plena Plaça Catalunya.
Claro que não deu pra ficar muito, e nem pra se meter lá no meio da muvuca, mas quando o jogo acabou não resistimos, pegamos as bicicletas e fomos dar um passeio lá no centro, pro João começar a familiarizar-se com a bagunça.

E ele, com o espirito culé do alto dos seus 2 anos e meio, se deixou contagiar com a energia do lugar, e gritava junto com a multidão: Barça, tantantan, Barça!!!

VISCA EL BARÇA!! VISCA EL BARÇA!!

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