João e a Preta II

Existe um sofá mais gostoso para ver um DVD?

*Esse DVD do Palavra Cantada, é lindo! e foi presente da familia da Ana, e o João adora, viu Maricotinha? obrigada!

O que é aquilo?

Ontem, quando estava preparando o capítulo 2 do post sobre “o processo de crescimento” dos pequenos (=birras), recebi esse vídeo: é um curta íncrivel do diretor grego Constantin Pilavios, é de 2007, e talvez muitos de vocês já o conhecem…
Mas, gostei tanto que resolvi posta-lo, tem a ver com a “tal” paciencia e é uma reflexão sobre a comunicação entre pais e filhos

Enjoy!

Birras – Capítulo 1

Sabe aquela frase, que diz, que quando conseguimos todas as respostas, mudam todas as perguntas?

Exatamente assim acontece, no aprendizado de ser mãe. Quando superamos ou aprendemos a lidar com uma fase, crise ou “problema” aparece outro diferente e mais desafiador.

Já faz uns dois meses mais ou menos, que aconteceu uma mudança muito brusca no comportamento do João.

O meu pequeno sorridente, brincalhão, divertido e simpático, de uma hora para outra se “transformava” em outra pessoinha, negativista, desafiante e monologuista de uma só palavra: NO! Muitas vezes, seguida de choro, empurrões, alguma mordida, tapa ou “birra”…

Minutos depois, como um passe de mágica, voltava a ser o meu menininho doce e alegre de sempre.

Reconheço que as primeiras mudanças repentinas de humor, me deixaram bastante nervosa, ansiosa e sem saber muito bem como manejar essa nova etapa.

Eu tinha respostas desencontradas na minha cabeça, sabia exatamente o que não fazer: “não gritar, não perder a paciência, não bater (nem um tapinha nem um tapão)” sabia que não podia simplesmente não fazer nada, mas não sabia o que fazer.

Foi quando comecei a busca por entender um pouco mais sobre essa fase de pré adolescência precoce do filhote.

Logo de cara, uma “boa” notícia, as “birras” acontecem mais ou menos, a partir dos 18 meses até os 3 anos e meio. (E são mais frequentes nos meninos que nas meninas). LEGAL! (pensei). E foi uma ótima motivação para aprender mais sobre elas, já que provavelmente vamos ter que conviver durante uns 2 anos.

Li muita coisa interessante (e algumas tristes também), e tenho vários links e algumas páginas de Word com o que eu me identifiquei. Quero fazer um resuminho e ir postando por aqui, para dividir com vocês o aprendizado e para não esquecer.

Pouco a pouco, vou assimilando, entendendo e me dando conta que tudo é tão mais simples… E podia se resumir facilmente em 3 passos:

Uma boa dose de paciência.

Acreditar que vai passar e

Usar essa frase como lema: “Ama-me quando eu menos merecer, pois é quando eu mais preciso.”

Ps.: Alguém pode me dizer a definição de “birra” segundo o Aurélio?

Si us plau.

Obrigada!

Capítulo 2: Entendendo o processo

BIRRA:

Segundo o Aurélio: 1. Teima, teimosia, obstinação. 2. Amuo, arrufo; zanga…
E segundo o Houaiss: 1. ato ou disposição de insistir obstinadamente em um comportamento ou de não mudar de ideia ou opinião; teima, teimosia. 2. sentimento ou demonstração de aversão ou antipatia, esp. quando renitente e motivado por algum capricho, paixão ou suscetibilidade; implicância, má-vontade, prevenção 3. estado ou disposição de quem tem mau humor, zanga, irritação, aborrecimento etc… 4. desentendimento ou desavença.

 

(obrigada a Anna, Lilata e Cynthia pelas definições)

Se juntamos as definições da palavra birra: “teimosia, mau humor, zanga, má-vontade, implicância, capricho, suscetibilidade….”com a imagem que temos de uma criança “birrenta” (sapateando e gritando no meio do supermercado). O resultado fica tão estereotipado que parece que o objetivo das birras seja sempre o mesmo: provocar, manipular, desafiar e destruir em fração de minutos a nossa reputação de bons pais.

Talvez um bom começo, para aprender a lidar com as “birras” seja mudar o (pré) conceito que temos em relação a elas, porque essa imagem estereotipada (e equivocada), não ajuda em nada no momento da crise.

“Ama-me quando eu menos merecer, pois é quando eu mais preciso.” Lembra?

É preciso rever nossos conceitos!

Compreender que a “birra” não é uma forma de rebeldia e desobediência, ajuda a que sejamos mais flexíveis com eles. É também uma forma de tentar entender o que passa na cabecinha dos pequenos, para poder ajudá-los de uma maneira mais efetiva (com amor e muita paciência) a superar esse “processo de crescimento”.

Para quem lê em catalão, super recomendo o texto: “Prendre amb calma les rebequeries” do psicopedagogo: Miquel Àngel Alabart.
Fiz uma tradução/interpretativa e um pouco resumida, porque o texto é incrível e acho que vale a pena comparti-lo. Me ajudou a entender melhor essa fase e a aprender com aprendizado do meu filho. Espero que gostem:

Uma criança, a partir de 1 ano e meio, ou quando começa a formar uma ideia de si mesmo, começa a provar os limites do seu EU e o resto do mundo. Isso, logicamente choca quase sempre com este “resto do mundo” que na maioria das vezes se compõe de: mãe, pai, irmão, outras crianças, areia do parque, balanço, guloseimas e outros objetos de desejo que nem sempre aceitam ser desejados.

– Eu quero isso que depende de você, mas você não me dá.

É assim que a intrépida criatura, descobre a frustração. E a combinação de frustração, hormônios, nervos, ambiente e outros fatores, faz que, em determinados momentos, esta frustração estale em forma de “birra”.

Mas, porque esses sentimentos afetam tanto, aos pequenos?

Tudo depende, como sempre, de se as necessidades básicas estão cobertas ou não. Não é o mesmo frustrar uma necessidade real do que frustrar um desejo impossível ou não recomendável. É mais fácil que o desejo que expressa (“eu quero a jaqueta amarela”) esconda o real desejo (“necessito sair e tomar um pouco de ar”). E só se estamos realmente conectados com os nossos filhos, podemos compreender, ante uma birra, o que está acontecendo, o que ele sente e o que necessita realmente.

As birras também têm a função de descarregar a tensão que provoca a frustração das situações cotidianas insatisfatórias.

Existe todo um aprendizado a fazer sobre como a realidade nem sempre corresponde aos nossos desejos. E eles têm que passar por esta fase para poder crescer e o único que podemos fazer, é acompanhar nossos filhos nesse caminho.

E quando falamos de acompanhar, nos referimos a demonstrar o quanto o amamos, e que estamos aí, respeitando o seu processo, muitas vezes sem intervir, mas sem abandona-lo.

Porque eles necessitam saber que toda essa mistura de emoções que sentem é válida, que não o censuramos e que sempre o acompanharemos.


Que as birras seja uma reação normal, não quer dizer que seja fácil aceita-las. Normalmente nós (os pais), também estamos bastante estressados e ainda mais temos a tendência a pensar que os pequenos pensam da mesma maneira que nós, ainda que não tenham mais de 2 ou 3 anos. Achamos que eles deveriam entender que existem coisas que simplesmente não podem ser. Mas, como se pode comprovar, não é assim… Quando uma criança de 3 anos está gritando e protestando porque não compramos aquele pirulito com pozinho azul, ela não espera um argumento, e também não quer se acalmar. Isso é o que NÓS queremos. Mas como ela não se acalma, nem com os argumentos, nem com nada, o mais provável é que acabamos ameaçando ou cedendo, para acabar logo com aquela cena. O caso é que nesse momento, estaremos mais tensos e dessa forma não podemos ajuda-la a que se acalme.


O resultado é que a criança comprova assustado que a birra, em princípio espontânea e quase só uma reação física, pode ter algum efeito. Ou porque provoca atenção e reação no adulto, ou porque consegue o que queria. E assim, muitas crianças dessa idade aprendem que, em um momento dado, uma boa birra pode ter efeitos interessantes.

Antes de chegar a esta confusão, acreditamos que vale a pena voltar atrás e observar atentamente ao pequeno, estar atentos ao seu estado de ânimo, da acumulação de frustrações e stress, das necessidades do momento (sono, fome, atenção… e inclusive a necessidade de chorar e gritar). Pode ser que de um momento ao outro estoure uma ensurdecedora birra. E temos que estar atentos ao que ele necessita.

Entender todo esse processo, nos pode ajudar a estar inteiramente presente ante as birras dos nossos filhos e poder ajudá-los. E uma vez acabada poder ensinar outras maneiras de canalizar as emoções.
Talvez explicando, se é possível, como até uma frustração pode ter elementos de esperança. “agora não compramos o chocolate porque você acabou de comer esse doce, mas não se esquece que hoje para jantar vamos comer salada de fruta”. Claro que não era a guloseima que ele queria, mas é que a vida é assim: muitas vezes não é como esperamos, mas pode ser igualmente surpreendente e no final, talvez acabamos rindo.

E se de vez em quando, recordamos esse aprendizado a nós mesmos e o transmitimos aos nossos filhos “por contagio” não deixa de ser uma saudável lição de vida… que acabamos aprendendo depois de muitas birras.

 

**

No Capítulo 3: Dicas práticas de como lidar com as birras. Link aqui

Obrigada pelos comentários no post do Capítulo 1. Adoro quando vocês participam ativamente dando dicas, definindo, contando suas próprias experiencias e enriquecendo o post.

Valeu! Beijos

Procurando Luciana

A Lia, do blog 123 Saco de Farinha, pediu pra quem puder, divulgar o blog Procurando Luciana..
Ele foi criado por uma amiga da Lia a Milene, com o objetivo de tentar achar a irmã dela, a estudante de pedagogia Luciana Gonzaga Lopes, 26 anos, que está desaparecida desde o dia 1º de junho. Mãe de uma menina de 11 meses, ela sumiu de casa com a roupa do corpo, sem dinheiro nem documentos e levando apenas uma caixa de medicamentos. Ela sofre de depressão pós-parto.
No blog, a Milene conta a história, coloca fotos da irmã, além de disponibilizar telefones de contato caso alguém tenha notícias.
Depressão pós-parto, é muito mais sério do que a maioria das pessoas pensam, e pode passar com qualquer uma.

Vamos divulgar?

Capítulo 3: Como lidar com as birras

Porque a maior parte das birras acontecem no “pior momento”?

Com certeza porque também é o pior momento para a criança. Se você está estressado, teu filho também estará, então existe uma maior chance da birra aparecer, e por razões menos previsíveis.

Isso também explica porque custa tanto, algumas vezes, afrontar uma birra: Porque nesse preciso momento, é justo o que não estamos dispostos a fazer.

Mas existe outra razão: A pressão social.

Uma criança fazendo birra no meio do supermercado, chama atenção. Nem todos os pais, estão dispostos a suportar todos te olhando e (que aos nossos olhos) podem estar pensando: “que mãe com pouca autoridade”, ou “ esse menino tem fome e o pai não se dá conta”, ou “por favor, que se calhe como seja”…

Está claro que, na realidade, o que acontece é que nos enfrentamos as contradições dos nossos próprios instintos e o que nos inculcaram desde pequenos sobre choro, a boa educação, as emoções e a autoridade.

Devemos entender, que diante da overdose de adrenalina e outros hormônios, o que o pequeno espera encontrar é acima de tudo: segurança e amor incondicional.

Portanto, tentemos manter a serenidade e pensar que a birra é tão espontânea como a fome, que não é uma tentativa de manipulação. Simplesmente eles se expressam.

E se devemos escolher entre “os espectadores” da birra que exigem uma resposta ou teu filho que necessita outra.

Qual você escolhe?

DICAS PRÁTICAS:

1. Compreender que a criança não pretende só provocar os pais e que a “birra” não é uma forma de rebeldia e desobediência. (ver capítulo 2)

2. Escolher as batalhas:
Antes de comprar uma briga, o melhor é perguntar-nos se realmente o que a criança está pedindo é completamente irrealizável.
Se não é perigoso ou nocivo, porque não ceder e evitar um conflito?
Ser totalmente inflexível com os pequenos nos leva a uma relação muito conflituosa. Em outras palavras a Letícia complementou: “Uma dica boa é pensar bem antes de dizer não porque é pior ceder à chantagem. Aquilo que ele está fazendo não pode ou você não quer que ele faça naquele momento. Se é naquele momento, reveja sua decisão antes de pronuncia-la, vai poupar alguns chiliques e não significa que você esteja sendo mole.”

3. Tentar manter a calma. (pelo menos tentar, já que sabemos que ninguém é perfeito)
Se os pais conseguem manter a calma em situações estressantes, os filhos aprendem o mesmo. Não esqueça que eles sempre nos observam e copiam comportamentos, atos e vocabulários. (Children see, children do).

4. Não gritar
Não é o volume, e sim o tom da voz que faz que os pequenos entendam o que queremos dizer. Busca um tom firme e uma cara séria. (Não vale rir, porque perde o efeito-Rever item 2)

5. Nunca bata no teu filho.
Mesmo, se algumas vezes a tentação for grande, lembre-se que você é o adulto da situação. Mantenha a calma. Existem melhores maneiras de fazer com que eles entendam a mensagem.

6. Não trate teu filho como se fosse um adulto.
Se a criança começa a jogar o macarrão no chão, não adianta explicar durante 10 minutos o porque que não deve jogar comida no chão. Simplesmente tire o prato com calma e diga que isso não se faz. Ele entenderá melhor a mensagem.

7. Tenta observar o pequeno colocando-se a sua altura, sem falar nada e esperando com paciência que passe.

8. Evitar que se machuque ou que machuque alguém.
Em outras palavras: Desviar dos tapas sempre (by Mari).

9. Corrigir a conduta.
É importante sempre dizer que determinada conduta não é boa e nunca dizer que eles não são bons.

10. Atuar rápido.
Se demora para transmitir tua mensagem, 3 minutos depois o teu filho já não se lembra o porque da bronca.

11. Muda a estratégia.
O que funcionou quando teu bebê tinha 15 meses, talvez já não seja tão efetivo quando ele faça 2 anos. A Letícia deu a dica: Mudar o foco do conflito e além de paciência, ter criatividade para ajudar a mudar o foco mais rapidamente.

12. Dá um tempo
Para as “birras” mais terríveis e quando as alternativas acima não surtiram efeito, uma opção é se afastar durante poucos minutos e esperar.

13. Quando você perceber que ele começa a se acalmar, dizer baixinho palavras para que ele se dê conta que você o entende. (você ficou bravo, né?… é porque você queria tal coisa… )

14. Quando você perceber que ele baixou a guarda, ofereça um abraço (o necessitareis os dois).
É importante terminar uma discussão de disciplina com um comentário positivo, e amoroso, isso demonstra que você é capaz de esquecer, perdoar e olhar pra frente em vez de ficar ressentida.

15. Propor uma alternativa
Depois da catarse, eles necessitam agarrar-se em algum êxito. E no dia a dia, oferecer (quando possível) duas opções é uma boa forma que eles se sintam com poder de decisão.16. E se alguma vez, perder a calma, falar pra si mesmo:
“Está tudo bem, não sou a primiera mãe (ou pai) que perde as estribeiras com uma birra”.

E tentar fazer diferente a próxima vez…

CAPÍTULO 2: Entendendo o processo.

Referencias para este post:Miquel Àngel Alabart (psicopedagogo e editor da revista Viure en família).
Link 1 e 2
Ari Brown, M.D. y Denise Fields. Livro Toddler 411: Clear Answers & Smart Advice for Your Toddler

Rosa Jové, com o texto: Quiereme cuando menos lo merezca por que es cuando mas lo necesito. Link
Forum: Crianza natural
e Dr. Carlos González

A visitante 30.000

A Carol, foi a corajosa visitante 30.012 que deixou um recadinho e topou fazer o post. Achei o máximo ter um texto from Buenos Aires, diversificando ainda mais os VIPs do Astronauta.
Gracias guapa, por participar da brincadeira e pelo carinho. Un beso muy fuerte (y una galleta de cien. rá!)
**

Primeiro de tudo: eu não tenho filhos. É bom começar assim pra que se entenda um monte do que vou falar a seguir (não é muito não, prometo que com 4 ou 5 pagininhas de Word, eu fico bem!).

Eu acompanho o mundo das mamães da Internet já tem bastante tempo e nunca soube o motivo, nem como comecei. Entrei num blog por acaso, que me levou a outro e depois ao próximo. E seguia para novos sempre, quase como um vício. Ao encontrar um novo blog, eu ia até o começo dos arquivos e lia tudo (às vezes 2, 3 anos de postagens), pra entender quem era aquela pessoa que eu estava prestes a “conhecer”. Achava muito bonito ver a história daquelas mulheres fortes, leoas, praticamente guerreiras do mundo moderno lutando por cada detalhe da vida de suas crias. Me parecia lindo mesmo, me fazia chorar, eu me sentia totalmente envolvida com todas que acompanhava.

E, um dia, a Mari, do Pequeno Guia Prático, escreveu um post sobre quando foi a Barcelona e conheceu uma outra mommy blogueira e seu pequeno. Eram a Flávia e o João! Eu achei aquele post mágico, me fez ficar totalmente apaixonada pelo descrição do mundo do Astronauta. Eu e minha curiosidade para assuntos mamãezisticos fomos rumo ao blog novo. A primeira coisa que li foi o relato do parto. Nossa! Acho que é, até hoje (mesmo depois de ter lido um monte), o relato de parto mais lindo que eu já li! Cho-rei copiosamente naquele dia. E desde então não larguei mais o delicioso mundo do Astronauta!

Tudo ia muito bem, as mamães ao redor do mundo postando, eu quietinha no conforto do meu anonimato lendo. Porque tinha esse pequeno detalhe: eu nunca me identifiquei em nenhum desses blogs que eu tanto amo. Passei mais de dois anos lendo sobre a vida de mommys, papys e babys que não sabiam da minha existência! Eu sempre achei que não tinha nada pra acrescentar, então não tinha porque comentar. E fora que tinha vergonha e achava que ia invadir a vida das pessoas com meus comentários inoportunos (?).

Até que a Flávia fez um ano de blog e pediu pros leitores se identificarem. Nesse post, ela dizia que sabia que tinha gente de várias cidades lendo, sendo que a primeira da lista era qual? A minha, Buenos Aires.

“Ferrou”, foi a primeira coisa que veio à minha cabeça, achando que a polícia dos leitores anônimos de blogs ia bater na minha porta. Resolvi que era chegada a hora de aparecer, então me enchi de coragem e falei quem eu era. Aí a Flávia retribuiu a visita e comentou no meu blog de não-mamãezices. Fofa!

Mas o que a Flávia não sabia (e só deve descobrir agora) é que ela foi parte de uma mudança estrondosa na minha vida. Na mesma semana em que ela me fez perder o medo da caixinha de comentários, me dei conta de uma coisa extremamente importante, eu finalmente entendi tudo: eu quero (e sempre quis) ser mãe! Por isso os blogs todos, a emoção com as histórias alheias, o interesse por partos, por crianças, a revolta com as injustiças da vida e a vontade de sair por aí espalhando todo o amor que eu puder! Eu sou parte desse mundo das mommys e foi a Flávia que me deu o empurrãozinho que eu precisava pra assumir isso!

Sendo assim, termino: muito obrigada Flávia!! Por muitas coisas além dos seus lindos textos, tenha certeza!

Brasileirinhos no mundo

A Anlene do blog dmadrid deu a dica e eu repasso aqui pra vocês:

“O Ministério das Relações Exteriores do Brasil, por intermédio do Departamento Consular e de Brasileiros no Exterior, está promovendo o Concurso Internacional de Desenhos Infantis sobre o Brasil intitulado “O meu Brasil”.
O Concurso visa a promover e divulgar o interesse pelo Brasil entre o público infantil brasileiro residente no exterior. O tema dos desenhos será, o modo como o brasileirinho recorda ou imagina o Brasil, de qualquer aspecto.
Poderão inscrever-se no Concurso cidadãozinhos brasileiros que residam no exterior e que tenham, entre 6 e 11 anos de idade. Os dez melhores desenhos, farão jus ao “Prêmio Itamaraty de Desenho Infantil Brasileirinhos no Mundo”.

Mais informações AQUI

Alô, alô Rio de Janeiro…

A Roberta, (mais conhecida como a mãe do Noah), teve uma iniciativa muito legal, ela escreveu uma carta-protesto, com muito bom humor para o Sr. Prefeito do Rio de Janeiro, reivindicando uma melhora na acessibilidade das estações de metrô, tanto para (nós) as mamães e os carrinhos de bebê, quanto para os usuários de cadeiras de rodas.

E eu achei importante divulgar… Mas que isso, seria bem legal que um montão de mamães blogueiras divulguassem também. Porque se um elefante incomoda muita gente, dois elevantes, incomodam incomodam muito mais. Né, nao?

Deixo com vocês o link, passem lá e comentem, quem sabe podemos reunir todos os comentários, para uma futura próxima carta ao prefeito??

CARTA AO PREFEITO

E aquele abraço…

eu fui assim…

No dia 14 de outubro de 2005… eu fui assim:

Vestido: desenhado e feito por mim
Xale: Marcia Ganem
Sapatos: Pura Lopez
e uma vontade imensa de que seja infinito! enquanto dure…

Ontem, fui comemorar com o maridão o nosso aniversário, pegamos um cineminha matiné (vimos Ágora do Amenabar. Muito, muito bom!!), e depois fomos jantar num restaurante perto de casa, super agradável, vinhozinho, saladinha, queijos e embutidos. Simples assim…
Quando chegamos em casa o João ainda estava acordado, tentei colocar ele pra dormir no quarto dele, e ele chamava o papai, o papai tentou colocar ele pra dormir e ele chamava a mamãe.
Acabamos quase dormindo os três no sofá da sala, juntinhos, um pouco embriagados do vinho, e desfrutando desses pequenos momentos de felicidades que a vida nos brinda… com certeza a melhor maneira de fechar o dia, que foi tão gostoso.

Semana Nacional da Leitura

Foto espontânea, no melhor estilo: “Children see, children do”
Brasil ene/09

A Leticia do blog “Pelos Cotovelos e Cotovelinhos” propôs uma blogagem coletiva para a semana nacional da leitura (12 ao 16/outubro). Durante toda essa semana ela estará postando dicas de como fazer a leitura mais divertida entre outras coisas. Passem .

E a Paloma, (a mãe da Ciça) que também está participando da blogagem coletiva, fez um post muito bom sobre o assunto AQUI.

Vou aderir a blogagem porque antes de tudo, eu adoro ler e adoraria que o João também pudesse desfrutar de uma boa leitura. E também porque coisa boa a gente divulga, né?

A introdução no mundo dos livros começou quando ele tinha 3 meses e ganhou o seu primeiro livrinho, era um desses de pano, com desenhos do fundo do mar, cores e texturas, o papai brincava de encontrar um caranguejo que estava escondido, o barulhinho foi motivo de boas gargalhadas, virou mordedor quando nasceu os primeiros dentinhos e o livrinho sempre foi a companhia preferida para os passeios e viagens.

Fomos comprando novos livrinhos, ganhando outros e um dia já fazia parte da rotininha dele, uns minutos sentado no sofá concentrado enquanto a gente contava uma historinha ou folheando algum livrinho.

De lá pra cá, já teve livro preferido, já teve livro rasgado e rejeitado, tem livro pra brincar e tem livro que virou um grande aliado na hora de dormir.

Mas sabe o que eu mais gosto? É que ele sente totalmente identificado com alguns personagens, e é um barato quando ele se vê nas historinhas.

Pra acabar e para a posperidade, os preferidos do João:

-> El llibre dels sorrols – Soledad Bravi (Titulo de edição original: “le livre des bruits”).
O livro dos sons, foi um presente dos amigos, Gemma e o Uri Roset, no aniversário de 1 ano do João, e eu nunca tive a oportunidade de dizer pra eles o quanto o João adora esse livro, (moltes gracies, eh!) com ele, o João aprendeu a imitar os animais, a policia e o bombeiro, que a porta faz toc toc, e que a tomada faz NO e muitos muitos outros sons… Os desenhos são fofos e bem coloridos.


-> Cançoner infantil – Ilustração: Noemi Villamuza
Esse foi presente de “la madrina” (e ilustradora do livro), é um compilatório de canções populares infantis em catalão. O super papa adorou (claro) os desenhos são lindos e ele consegue associar algumas ilustrações as canções que ele aprende na escolinha.

-> El mar de Dario – Antonio Ventura/Noemí Villamuza
Esse livro tambem foi ilustrado e presenteado pela Noe (obrigada madrina) é o nosso preferido na hora de dormir, conta a história de um menininho que sonha com suas aventuras no fundo do mar, depois que a mamãe dele conta uma historinha para dormir.

é isso. Feliz dia das crianças para a criançada e boa leitura para todos.

E muitos e muitos beijos e um abraço bem apertado para os meus sobrinhos:
Marcelinho e Sagar, que fizeram aniversário no dia 10.10. Feliz Aniversário meus amores!!!!!

Mais um…

Estamos perto, muito perto de conhecer mais um visitante VIP do Astronauta.

Iupiiiiii Adoro!!

Esse é o post mais fácil de fazer, mas sempre me deixa, assim… um pouco ansiosa…

quem será? quem será?

Então vamos lá: copy + paste:



“Pra quem não sabe, aqui no blog é assim:
Cada vez que o contador marca números múltiplos de 5.000 é a vez do leitor contar uma historinha.

Então caro amigo, se o contador (abaixo no rodapé) marca 30.000…

PARABÉNS!! Você é uma pessoa de sorte! E o próximo post é por tua conta.

Então, por favor, conta pra gente um pouco de você, copie uma musica, divulgue seu blog, resgate teu post preferido, conte uma piada, deixe uma sugestão, uma receita ou uma poesia… qualquer coisa… mas não vá embora sem deixar teu recadinho!

Manual de instruções:
– Se você é o visitante 30.000 e quer participar da brincadeira é muito fácil, basta deixar um recadinho, de preferência como anônimo, (para aumentar o suspense) dizendo:
Eu sou o sortudo(a) visitante 30.000 o próximo post é por minha conta.
– O seguinte passo é fazer o post, (free style), também pode complementar o texto com uma imagem, foto, link ou vídeo.
– Quando tiver pronto, enviar o post ao e-mail do astronauta:

joaoastronauta@gmail.com, que eu publico na sequencia.
– Para saber mais sobre os visitantes especiais do Astronauta, aqui nos VIPs.

*Importante: as vezes a privilegiada que bate em ponto no contador, vê o numero tão redondinho, fica com vergonha e saí de fininho sem se identificar. Então, a “promoção” fica valendo pro 30.001 ou 2 ou 3… ou até chegar no corajoso que não fuja da raia.


O astronauta agradece! “

ATT…. O visitante 30.000 e alguns mais que passaram por aqui fugiram da raia… ohhhhhh… Ainda não tenho post do VIP 30.000. Alguem se habilita?

qualquer semelhança com a vida real…

é mera coincidência…

(clique na imagem para ampliar)

sempre amei o Calvin, mas só agora começo entender a mãe dele…

Pequeno guia prático para mães sem prática

Já fez um ano que o tio google gentilmente me apresentou o Pequeno guia prático para mães sem prática. E foi amor a primeira leitura.

Acho que foi o primeiro blog de uma “desconhecida” que eu comentei, ela retribuiu a visita, me linkou na confraria das mammas, e apartir desse link fui me apresentando e sendo apresentada a outros blogs de mãe.
Alguns posts e comentários depois já me considerava amiga intima de muita gente bacana e o João já tinha um monte de tias espalhadas por aí.
Daí um dia tive a sorte de conhece-la pessoalmente e entendi porque eu gostava tanto do que ela escreve… e é porque ela escreve do jeito que ela é. Uma pessoa do bem, de fácil conexão, inteligente, bem humorada, tranqüila, de bem com a vida e linda!
O guia pratico da Mari, é uma espécie de ponto de encontro, e ela é (mesmo sem saber) um pouco madrinha desse blog, por ser responsável por tantas conexões que muitas vezes me incentivaram a continuar escrevendo.
Por isso, não podia deixar de parabeniza-la aqui no Astronauta, por esse dia especial.
Feliz Aniversário, Mari!
Muito amor, paz, sucesso e tudo de bom! Beijos

Sobrevivendo ao despatriamento (e sendo feliz!)

A Ciça do blog “Uma Papachibé e sua Égua” lançou a blogagem coletiva, SOBREVIVENDO AO DESPATRIAMENTO (e sendo feliz!), para hoje 04/10, e desde ontem tento escrever alguma coisa sobre esse sentimento ambíguo que é ser estrangeira e sobre as saudades, tristezas, alegrias e conquistas de ser um despatriado… mas não rolou post…
Não estava muito inspirada e ainda mais estava envolvida com um novo sentimento… um sentimento instantaneo de “patriotismo” que tomou conta de mim esses ultimos dias.

Confesso que nem dava muita bola pra todo esse frenesi das olimpíadas… Mas quando vi o Lula falando do nosso Brasil, descrevendo lindamente o povo brasileiro e chorando emocionado na entrevista coletiva… senti uma emoção deliciosa que me fez sentir mais brasileira que nunca e orgulhosa de fazer parte dessa nação que vive intensamente, “desse povo apaixonado pelo esporte e apaixonado pela vida”, que se emociona, chora, ri e que não tem vergonha de ser feliz.

Mas… como eu também sou uma dessas que despatriou-se por opção e que também tem um orgulho danado dessa escolha e do caminho que trilhei pra chegar até aqui, não podia ficar fora dessa blogagem…

Então deixo um link do lindo post que minha querida cumadre Bel fez para comemorar os 9 anos em Barcelona, um post que fala sobre as dificuldades e as conquistas de um despatriado, mas que também reflete a paixão e a fé do povo brasileiro.

Com vocês:

O 3.285º dia. Muchas gracias Barcelona!

Enjoy!

Por que as pessoas gritam?

Um dia, Meher Baba perguntou aos seus discípulos o seguinte:
– Por que as pessoas gritam quando estão aborrecidas?
Os homens pensaram por alguns momentos:
– Porque perdemos a calma – disse um deles – por isso gritamos.
– Mas, por que gritar quando a outra pessoa está ao teu lado?
– perguntou Baba.
– Não é possível falar-lhe em voz baixa?
– Porque se grita a uma pessoa quando se está aborrecido?
Os homens deram algumas respostas mas nenhuma delas satisfazia ao Baba.
Finalmente ele explicou:
– Quando duas pessoas estão aborrecidas, seus corações se afastam muito. Para cobrir esta distância precisam gritar para poderem escutar-se. Quanto mais aborrecidas estiverem, mais forte terão que gritar para escutar-se um ao outro através desta grande distância.
Em seguida Baba perguntou:
– O que sucede quando duas pessoas se enamoram?
– Elas não gritam mas sim se falam suavemente, por quê?
– Seus corações estão muito perto.
– A distância entre elas é pequena. Baba continuou:
– Quando se enamoram acontece mais alguma coisa ?
– Não falam, somente sussurram e ficam mais perto ainda de seu amor.
– Finalmente não necessitam sequer sussurrar, somente se olham e isto é tudo.
– Assim é quando duas pessoas que se amam estão próximas.

Então Baba disse:
– “Quando discutirem, não deixem que seus corações se afastem.
Não digam palavras que os distanciem mais, chegará um dia em que a distância será tanta que não mais encontrarão o caminho de volta.”

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