das coisas que um filho ensina – dia 8

As vezes as horas que o pequeno fica na escola, não são suficientes pra fazer tudo que tenho que fazer.

Ontem, depois de buscá-lo, preparei o lanche, coloquei um DVD e voltei pro computador pra tentar terminar um trabalho… Dois minutos depois, o filhote vem pra perto e fala:

– Não quero assistir televisão, quero brincar. Vem brincar comigo?

Respondo, que sim, sim, claro! Deixa só a mamãe terminar uma coisa rápida e já estou com você… Respondo, quase sem olhar pra ele, mas vejo que ele sai do quarto com cara de resignação…

Minutos depois, ele volta.

– Mamãe, acabou teu tempo! Vamos passear?

Olho pela janela e me dou conta que tá fazendo um dia lindo lá fora.

Penso que por mais que tenha aprendido sobre prioridades desde que ele nasceu, ainda não aprendi o suficiente.

desligo o computador e fomos aproveitar o dia lá fora e essa primavera que está de luxo (e tudo passa tão rápido!)

***

O comentário da Fabi, me fez lembrar uma tirinha do Calvin, que eu amo (e repito aqui no blog):

Tirinha: http://depositodocalvin.blogspot.com/

Orgulho da mãe em 25′

Esses dias a professora do João me comentou que ele foi um dos primeiros da classe em escrever seu nome. Fico (ainda mais) orgulhosa porque ele é um dos petits da sala, nasceu em dezembro, e com 3-4 anos ainda dá pra notar uma diferença grande entre os que nasceram no começo do ano, para os do final.

Mas sem querer tirar o mérito da professora (que é ótima) contei pra ela que ele aprendeu a escrever seu nome nas férias no Brasil, primeiro a gente brincou algumas vezes de encontrar as letras no teclado, e rapidamente ele já sabia escrever o nome dele, com til e tudo mais e em teclado espanhol (que não tem o til). Daí pra brincar de escrever o nome na areia da praia foi um pulo… e de tentar no papel outra brincadeira.

Pena que não temos video das nossas “escrivinhanças” na praia e as primeiras letras do petit…

Mas pra ficar registrado:

Orgulho da mãe em 25 segundos

 

 

Blogagem coletiva – Alimentação Infantil na Espanha

Aqui na Espanha, a alimentação infantil é bem parecida com o Brasil, (ou talvez seja essa minha percepção depois de quase 10 anos morando fora).

No final depende do pediatra (e da mãe se segue a risca ou não o que o pediatra indica, sem uma segunda opinião).

A introdução de sólidos pode ser a partir dos 4 aos 6 meses, começar com papinhas salgadas ou doces, com potinhos ou comida caseira, e “regrinhas” como quando introduzir carne branca e vermelha, derivados de leite, marisco,  e alguns tipos de frutas varia muito de um pediatra uma família a outra.

Com o João iniciamos a alimentação complementaria no 6º mês, (no nosso caso a complementaria era a solida, já que ele se alimentava mesmo era de leite materno, até mais ou menos 7, 8 meses, quando a complementaria passou a ser o peito) foi um processo extremamente gradual e de aprendizado para as duas partes. Começamos com as frutas, depois papinhas de verduras e cereais. As carnes, foram introduzidas no finalzinho, lá pelo 8º mês.

Uma diferença na alimentação é que no Brasil geralmente servimos um prato com as variedades, e aqui se come um primeiro prato, segundo e sobremesa. E os legumes secos (feijão, lentilhas) não são consumidos com tanta frequência.

Desde que o pequeno começou o período pré escolar, ele almoça na escola, vou colocar um exemplo de menu de uma semana e vocês me falam se tem muita diferença ou não.

Dilluns: 
1º salada de macarrão –  2º file de merluza com salada – Iogurte

Dimarts: 
1º Caldo de frango com letrinhas –  2º lombo na chapa com salada – Abacaxi

Dimecres:
1º Verdura ao vapor –  2º carne de panela com salada – Morangos

Dijous:
1º Salada de feijão branco, com bacalhau –   2º Ovo ao forno (?) com molho de tomate – Pera

Divendres:
1º Arroz 3 delicias – 2º Frango ao forno com salada e cenoura ralada – Pêssego

E durante todo o mês, cada dia é diferente, sempre mantendo um equilíbrio semanal de verduras, frutas e carne/frango/peixe.

Mas li por aí que tem países com costumes bem diferentes, pra saber mais : Mães Internacionais

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Aproveito que estamos falando de mães internacionais e deixo um recadinho da nossa querida internacionalissima Roberta do Piscar de Olhos, que tá chique de dominio próprio e blog novo, Atualizem seus feeds, o piscar agora é . net www.piscardeolhos.net . E passa lá, que tem post novo.

das coisas que um filho ensina – Dia 7

Como já expliquei por aqui, não faço parte do clube das que acordam cantando: “oh happy day” cada manhã, e claro! o pequeno também não.

Uma maneira de que o despertar familiar fosse mais ameno (e por motivos de horários internos e externos também) o super papa é o encarregado de levantar de manhã mais cedo, preparar a vitamina do pequeno e leva-lo pra escola, geralmente me levanto antes de que eles saiam, mas só começo a funcionar mesmo, depois do café, dos e-mails, do reader, e de um tempo acordada, o que é o mesmo que dizer que quase sempre tenho a manhã mal aproveitada.

Só que ultimamente, o super papa, anda viajando bastante e sou eu a encarregada de me levantar mais cedo, preparar a vitamina do pequeno e leva-lo pra escola.

Os primeiros dias foram desastrosos, ele acordava e vinha me acordar, eu tentava convencê-lo de dormir só um pouquinho mais… as vezes ele ficava na cama comigo, outras ia pra sala emburrado… E qualquer uma das duas opções eram horríveis, ou ele ficava a gente dormia um pouco mais, acordava em cima da hora e fazíamos tudo com pressa e emburrados, porque já “tá tarde”… Ou eu levantava ainda mais mal humorada, fazia as coisas meio zumbi, me irritava com qualquer A e (claro!) ele também emburrava e não queria fazer nada, nada, nada!

O final era sempre o mesmo, bico de cá e bico de lá, corre-corre, sem tempo pra negociações (fundamentais para lidar com um garotinho de 3 anos), birras, mal-humor, choro na porta da escola e uma mãe que ainda nem acordou e já tem a sensação de que dia de merda.

Mentalizei que aixó no pot ser (não pode ser, né gente?) e comecei com pequenas mudanças… dormir mais cedo, (cortar as blogadas de madrugada quando o super papa não está), deixar a persiana do quarto aberta e acordar com a luz do dia, (que por sorte é bem antes do filhote acordar) ficar na cama de preguicinha até a hora de levantar, quando ele acordava eu já me sentia acordada, não cantava oh happy day, porque aí já era demais… mas podia desejar um bom dia de verdade, levantar tranquilamente, deixar que ele me ajude a preparar a vitamina, negociar a roupa e como vamos… e como resisti a tentação de 10 minutos mais na cama, vai dar tempo de ir pra escola com as bicis, ou andando e aproveitamos pra levar a cachorra pra passear…

E quando via que começava a cara feia porque hoje “toca cole” (é dia de ir a escola) estou acordada suficiente pra propor: Ah, me lembrei que colocaram uma placa nova no caminho da escola… e ele já mudou a cara, já quis saber aonde, e já está na porta de casa pra sair.

E tudo isso sem eu ter precisado dizer NENHUMA vez JÁ TÁ TARDE (naquele tom histérico, e super  arrependida dos 5 minutos mais que fiquei na cama).

Deixo o pequeno no colégio com a sensação gostosa de que o dia só está começando.

E olha só que ironia, o que minha mãe tanto tentou me ensinar, acabei aprendendo com meu filho, “Deus ajuda quem cedo madruga”!

bom dia pra vocês!

🙂

ok! tenho que reconhecer que ser feliz de manhã, é bem mais fácil na primavera. 😉

interrompemos nossa programação…

Quando escrevi esse post sobre o dilema de continuar escrevendo no Astronauta, não pensei que seria uma grande novidade, já que já faz tempo que não invisto a mesma energia com o blog, e isso se nota. Mas os comentários desse post, (thanks!  vocês são incríveis!) e o auto desafio (que não tá dando pra seguir as regras, mas tá rolando…) me ajudaram a refrescar a memória e entender o porque eu tenho um blog. Talvez depois escreva sobre isso também, mas hoje queria contar outra coisa boa que veio a partir desse post… uma troca de e-mails e um bate papo gostoso com a Mari do muitosecreto, que acabou virando um convite pra ser a VIP dos 120, (porque pra toda exceção tem uma regra e vice-versa) que ela aceitou, e escreveu esse post adorável que com certeza mais de uma mãe-blogueira se sentirá identificada.

Enjoy!

E passa lá pra conhecer o MUITOSECRETO que vale muito a pena.

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Eu escrevi muitos diários na adolescência. Não eram agendas, cheias de clips, ingresso de cinema e papel de chiclete. Não. Eram pequenos cadernos, de 15X20cm, pautados. A escolha do diário na papelaria era demorada, curtida, cheia de dúvidas e encantamentos. Lembro-me do quanto considerava especial as primeiras palavras lançadas na folha em branco. Meus diários tinham nome. E eu conversava com eles durante os meses que levavam até que suas 90 páginas estivessem completamente tomadas pelas minhas letras. Não trocava canetinha, não colava selinhos. Eram só as minhas palavras, contando dia após dia o que acontecia da minha vida de adolescente.

Houve uma vez, em uma viagem de verão para Florianópolis, eu tinha13 anos, que minha irmã e minha prima tomaram o diário escondidas. Desesperada, recorri à minha mãe que, furiosa, baixou uma ordem: se alguém ler o diário da Mariana, vai se ver comigo. Foi assim que ficou assegurada a minha liberdade de escrever o que quisesse. Eu gostava de escrever. Sempre gostei. Eu contava para o diário. E contava tudo. Não tinha segredos. E quantas histórias…! Tudo sempre acontecia durante as férias, quando eu interagia com o mundo sem carregar os rótulos que naturalmente recebera no colégio, onde estudei dos 6 aos 17 anos. Não que fossem rótulos ruins, mas por alguma razão, ou várias, nunca consegui viver no colégio as aventuras que vivia nas férias. Quando recomeçavam as aulas, minhas amigas se reuniam ao meu redor, pra ouvir as histórias que eu tinha escrito no diário. Às vezes, eu as deixava lendo sozinhas, como se fosse um livro, sob a condição de que respeitassem os alertas TOP SECRET no topo da página. Quando apareciam, eu tinha que previamente avaliar se aquele segredo podia ser lido ou não. Foram anos de diário, e foram muitos diários. O último foi no ano de 2001. Era menorzinho. De bolso. Tanto sofrimento por amor… Meu último diário é praticamente um livro de poesia. Parte dele foi inteira transcrita e depois entregue ao seu destinatário, um menino lindo, alto, doce.

Sobre tudo isso eu pensei quando decidi começar o meu blog. Se quero apenas escrever, registrar essa fase da minha vida e da vida da minha filha, por que não faço um diário? Por que torná-lo público? Acessível a desconhecidos? Por que expor minha intimidade e da minha filha? Qual o significado dessas relações virtuais? Por que as pessoas perdem tempo conversando com estranhos quando poderiam estar se dedicando às relações reais?

Por outro lado, a blogosfera materna começava a me conquistar e eu devorava blogs como se fossem livros, e participava da vida daquelas mães desconhecidas, que então, meu deus!, é claro que já não eram virtuais, eu sabia tudo da vida delas, eu torcia por elas, eu ria e chorava com elas, eu sentia falta de notícias quando deixavam de postar. E mais: naquele momento, eu me identificava muito mais com as mães blogueiras do que com as minhas próprias amigas, ainda sem filhos.

O que me convenceu mesmo foi a imperiosidade de pertencer ao meu tempo, à minha geração. Era preciso experimentar o novo.

Descobri muitas coisas, boas e ruins, sobre a blogosfera e sobre blogar. Hoje não estou com vontade de falar sobre as ruins.

Sabem? Quando eu escrevia meus diários, sempre pensava que no futuro eu fosse querer ler tudo aquilo. Preciso confessar que uns anos depois, eu ainda era bem jovem, abri uns deles e fiquei um pouco desapontada… Nossa! Como eu era bobinha. Ainda assim, tenho todos guardados. E acredito que o distanciamento no tempo pode desencantar alguns segredos sobre mim mesma, quando for o momento de reencontrar aquela adolescente que um dia vai estar perto de se despedir dessa vida. Tenho a mesma fantasia quanto ao meu blog. Com a diferença de que é minha filha que imagino lendo o MUITOSECRETO e, então, descobrindo, se não a história dela, ao menos a mãe que contava a sua história. Porque acima de tudo, a melhor coisa do blog, é que o compromisso da escrita, selado com pessoas, em tese, virtuais, faz com que – mesmo ali, na fase crítica entre uma mamada e outra – sentemos na frente do computador e busquemos transformar o sentimento em palavras, em registros. Mas não só os registros dos grandes eventos, das festas de aniversário, natal, férias, festas juninas (como nos álbuns de fotos). Os registros das coisas cotidianas, das coisas que deram errado, das descobertas, do primeiro-tudo da vida dos nossos filhos, e do primeiro-tudo das nossas vidas de mães. A história da minha filha é só dela. Eu sou apenas uma testemunha. A minha história, de uma mulher aprendendo a ser mãe, não qualquer uma, mas aprendendo a ser a mãe da Laura… bem, essa história está no blog, contada por mim, com a maior sinceridade possível. Pra um dia, quem sabe, se ela quiser, poder ler. E, sejamos francas, bem pode ser que ela não leia. O que, no final das contas, nem sei se faz diferença. Porque, enfim, existem vocês, leitoras da blogosfera materna. Interlocutoras virtuais com quem eu converso, como se conversasse com os meus diários. Leitoras que sustentam uma rede virtual que tem o imenso poder de estimular a confecção de uma grande colcha onde são bordadas, por cada blogueira, as histórias de nossas vidas, de uma geração de mães que encontrou uma forma de compartilhar a experiência materna, num mundo cada vez mais marcado pelo individualismo.

Isso é bonito, ou não é? Flavia, siga. Vamos seguir, juntas, até quando der.

das coisas que um filho ensina – Dia 6

Eu era uma pessoa altamente identificada com comida pré-fabricada, industrializada, congelada, preparada e enlatada. Consumía diariamente toneladas de conservantes, corantes, ácidos fumáricos, acidulantes, E-150d, E338, cafeína, E168, E980, etc, etc, etc… sem nem saber da existencia desses.

Daí que fiquei gravida, e eu que sempre fui magrinha, passei a ter um apetite de leoa, juntando o apetite com o fato de que deixei de fumar quando fiquei gravida (e todo mundo sabe que deixar de fumar e ficar gravida são duas coisas altamente engordativas) engordei mais de 20 quilos.

O lado bom de tudo isso, é que por uma estranha razão, fiquei enjoada da maioria das coisas que antes eu consumia sem nenhum tipo de culpa, (o cigarro por exemplo. Thanks God!) e passei a me alimentar melhor porque o corpo pedia comidas mais leves,  com menos gordura (só que em quantidade exagerada), menos açúcar (abre parêntesis para a coca-cola que não deixei de consumir) e mesmo sem a consciência que eu tenho hoje sobre alimentação, foi durante a gravidez que eu comecei o meu processo de me alimentar melhor.

Quando o João nasceu, uma amiga especialista em alimentação energética, nos presenteou com vir a casa cozinhar durante uns dias, com dicas valiosas de alimentos e maneiras de cozinhar, reforçou a alimentação que favorecia a amamentação e fez comidinhas tão deliciosamente saudáveis que foi impossível não me render aos encantos dessa nova forma de me alimentar.

Até que o pequeno completou 6 meses e foi a hora de começar a introduzir sólidos, a partir daí aprendi a ter sempre fruta em casa, a escolher as melhores verduras,  foi quando a geladeira deixou de ser de casa de solteiro pra ser uma geladeira digna de uma família, aprendi a desfrutar de cozinhar, (ok! nunca consegui desfrutar da obrigação de ter que cozinhar todo dia, mas pra quem sempre teve uma preguiça gigantesca pra cozinha, é um super orgulho todas as coisas que sei fazer hoje, principalmente as que faço com enorme prazer).

De lá pra cá, passamos várias fases de alimentação familiar, com a correria do dia a dia, acabo não tendo mais tanto tempo pra me dedicar a cozinha, mas se comparo com minha alimentação de antes, vejo um aprendizado abismal…

O pequeno não é um grande comedor, mas come com prazer frutas e verduras, que normalmente vamos comprar juntos, deixo ele escolher o que quer comprar, vou explicando o nome das verduras (em português, catalão e espanhol, afe!) que com essa a gente pode fazer uma sopa, com aquela um puré e em casa estamos em uma nova fase de descoberta na cozinha, fase em que o filhote adora me ajudar a cozinhar, e lava os alimentos, e pega a panela, coloca o azeite, coloca o sal, experimenta, faz cara de chef e diz que falta mais um pouquinho… só um pouquinho, coloca um tiquinho de nada, mexe, experimenta de novo e faz hummmmmmm e assim ele desfruta de comer a comida “feita por ele” e eu re-aprendo a importância de uma alimentação mais saudável, as vezes com pequenos deslizes e quase sempre feita com muito amor.

Queria agradecer a Anne pelo (lindo!) post : experiências do peito que foi muito inspirador para fazer essa série e em especial para me dar conta quanto aprendi com o João primeiro amamentando e depois cozinhando pra ele (e agora com ele) da importância de comer bem.

das coisas que um filho ensina – Dia 5

Um filho ensina a aceitar que nem sempre as coisas são como planejamos, esperamos ou queremos…

Me ensina a aceitar sem ser passiva, sem ficar de braços cruzados me sintindo “a vitima” ou ” a culpada” e sim, questionando, observando, aprendendo e entendendo que as vezes o “acaso” são as consequencias dos meus atos.

Me ensina a buscar saídas, a aceitar minhas limitações e a querer o “possível” .

Porque no final tudo chega…. no tempo certo!

das coisas que um filho ensina – Dia 4

Com o João aprendi a terapia da dança.

Escolho uma musica alto astral e começamos a dançar, primeiro timidamente no ritmo da musica, geralmente pego ele no colo e dançamos juntinhos pra entrar no clima, depois pulamos, cantamos, levantamos os braços e dançamos livremente com todo o corpo.  Quando ele se anima, se joga no chão e faz uma especie de breakdance, e me desafia pra fazer o mesmo: – Faz isso mamãe.
E lá vai a mamãe tentar o novo passo inventado pelo pequeno, levantamos, nos damos as mãos e rodopiamos,  ficamos meio tontos e quando ele percebe que a musica esta chegando no fim, pede logo: – Ota veiz!

e lá vamos nós…. uma e ota veiz até acabar a sessão.

Pra quem nunca provou. Super recomendo, ajuda a liberar tensões, a descobrir novas formas de expressão, além de uma brincadeira gostosa e uma forma divertida de conexão com o pequeno e com a gente mesmo.

das coisas que um filho ensina – Dia 3

Mamãe, o que é essa “señal”?

Já faz um tempinho que o João se interessa pelos sinais de trânsito e outros sinais que ele encontra por aí.

A pergunta “o que é essa señal” é ouvida e respondida repetitivamente.

Ele já conhece todos os sinais que existe do caminho de casa pra escola, mas não se cansa nunca de perguntar.

Mamãe, o que é essa señal”?

As vezes é fácil responder, mas as vezes, quando ele pergunta pela milésima vez “o que é essa señal” tenho que respirar fundo e tentar evocar o maior aprendizado da maternidade.

A paciência.

Aprender a ter paciência, parece pouca coisa, mas na vida corrida que levamos, com a pressa que a sociedade impõe para que nasçam o antes possível, para que sejam independentes, para que já não mamem no peito, para que durmam toda noite e no seu próprio quarto, para que deixem de ser crianças, porque não temos tempo pra brincadeira. Ter paciência é nadar contra a maré e um grande desafio…

Paciência para quando me pergunta pela milésima vez a mesma coisa, com a emoção que ele sente de aprender uma coisa nova diariamente.

Paciência quando não quer se vestir, quando não quer ir pra escola, quando não quer comer, quando não quer nada, nada nada! Porque esta aprendendo a expressar os próprios desejos e opiniões, porque já se sente grande e (pensa que!) sabe o que quer.

Paciência quando ele derrama a vitamina inteira na pia porque eu estava com pressa e não o deixei que ele me ajudasse a faze-la (como cada dia). E as vezes nos sentimos obrigados a tomar providencias drásticas, para que eles aprendam a lidar com as frustrações… mas talvez o melhor recurso para a difícil arte de lidar com as frustrações seja a paciência, e a melhor forma de ensinar é dando o exemplo.
(e se paro pra pensar, já tive reações mais ridículas com 16 anos, porque esperar algo adulto, racional e emocionalmente estável de uma criança de 3?)… paciência…

Paciência para esperar o tempo certo de cada coisa, até mesmo esperar o tempo de ter mais paciência…. porque não é fácil… é um exercício diário, e muitas vezes cansativo.

Mas é a chave para ser a mãe que eu quero ser e um grande aprendizado para toda a vida.

Obrigada filho,  por mais uma lição, e tenha paciência com a mamãe… ainda estou aprendendo.

das coisas que um filho ensina – Dia 2

… que não importa o tempo que você passou limpando e organizando a casa, pra esperar o super papa que chega hoje de viagem…

Porque o filhote chegou antes da escola e a casa volta a estar bagunçada em

3 … 2 .. 1

(mas quem se importa?)

das coisas que um filho ensina – Dia 1

Hoje tive um dia chato, estou aprendendo uma linguagem nova de programação e quando não consigo me concentrar, até as coisas que eu já aprendi me parecem escritas em japonês.
Passei o dia inteiro entre livros, anotações e o computador, quase nem parei pra comer, entrei em um labirinto e quando estava quase, quase achando a saída, era a hora de buscar o João na escola.

Saio correndo, chego na escola e o de sempre… como foi “el cole”? Comeu o que? etc.…etc.… A verdade é que liguei o automático das perguntas de sempre, peguei o pequeno pela mão e saí andando a passos de adulto ainda pensando no que deixei em casa.

– Mamãe, Mamãe??

QUE? (imaginem o tono)

– Olha isso.

Quando olhei, ele tinha a calça nos pés, que não estava muito bem segura e foi caindo a medida que ele tentava acompanhar o meu ritmo.

Tive uma crise de riso, e ele também, me abaixei pra ajuda-lo a levantar a calça e me dei conta que estava com o filhote já fazia uns 7 minutos, mas só cheguei mesmo, de verdade, naquele momento…
Aproveitei que estava na sua altura e dei um abraço no meu pequeno que ria e repetia: eu tava pelado, eu tava pelado… hahaha

… e como um passe de magica me desconecto dos “problemas” e me sinto muito mais leve…

    amanhã encontro a saída!

E das (tantas) coisas que um filho ensina, RIR como criança (com ele, dele, da gente mesmo e dos problemas) com certeza é uma das melhores lições.

O blog

Passei boa parte desse fim de semana, sozinha em casa, marido viajando e o filhote foi dormir na casa da iaia (a vovó catalana), deu tempo de dar uma organizada geral na casa, de estudar, de acabar um livro a décadas começado, de ver tv e de pensar no blog.

Faz tempo ando num dilema entre participar mais ativamente da blogosfera ou desencanar de vez e dar um tempo… Como eu sei que nenhuma dessas duas opções me fariam feliz, vou levando como dá, postando quando algo me inspira, lendo/comentando quando tenho tempo (e vontade) tentando abstrair quando vejo o mesmo comentário: “…Que lindo o seu cantinhoo.. adorei aqui!!estou seguindo…”  (Bah!) copiado e colado em quase todos os blogs que acompanho.

O caso é que esse fim de semana, resolvi ler o Astronauta desde o comecinho… e me emocionei tanto revivendo todas essas coisas bacanas que a maternidade me proporcionou (e que um dia tive a feliz ideia de registrar)… que deu saudades.

Tenho usado muitas desculpas, para não escrever, falta de tempo, falta de assunto, falta de inspiração…

Talvez esse “esfriamento” seja normal porque as vezes tenho a sensação de que já falei de tudo.  Já falei sobre parto, já desabafei sobre amamentação, birras, alimentação, desmame, desfralde, sono… Já escrevi livremente, já reformulei partes de post por “diplomacia”,  já apaguei comentários ofensivos, e embora deva estar no ranking das não-muito-educadas, já fui até considerada blogueira atenciosa…

A verdade é que já fez mais sentido, mas ainda faz parte da minha rotina, ainda me emociono,  ainda sinto vontade de compartilhar… ainda vale a pena.

Por isso resolvi, fazer um auto desafio, me proponho escrever diariamente (mas sem grandes traumas se pular algum dia) durante 10 dias das coisas que aprendo com a maternidade e do que o filhote me ensina, sem pretensão de escrever nada transcendental nem super original . Só um exercício de estar atenta as pequenas coisas do dia a dia e quem sabe tomo gosto pela coisa e volto a postar com mais frequência..

¿Nos vemos mañana?

I LOVE IT

Quando eu soube do STELLA´S LITTLE PROJECT, também pela Mariana do MÃE DA RUA… achei a ideia muito legal, mas não dei muita importancia… (Afinal os rabiscos desenhos do João, apesar de lindos ainda não dá pra encaixar na categoria “decifraveis para todos”) até que hoje, passeando pela blogosfera de volta de umas mini-férias, cheguei nesse post da Marina Fiuza, ou melhor no adorável RAINBOW MOUSE, desenhado pela filha dela que esta participando do concurso e achei o projeto ainda mais interessante.

Copio aqui no blog, uma parte do post, escrito por ela. E me alio ao exercito!! E também convido às pessoas que passam por aqui, pra votarem no desenho, é fácil: é só clicar no botão “I LOVE IT”   (e ter conta no facebook).

Dá pra não amar??

Pessoal, soube do Concurso da Stella McCartney no blog amigo da Mariana, Mãe-da-Rua. Minha filhota, que cria seres imaginários com a mesma frequência que respira, criou o RAINBOW MOUSE, corajoso ratinho que entrou na competição para estampar uma camiseta da estilista. A brincadeira tomou proporções enormes, tem saído na mídia e o incrível poder da internet nos rendeu MIL E OITOCENTOS 2.572 votos (até este momento) e mais de ONZE MIL convites para participar da nossa campanha no TROPA RAINBOW MOUSE.  Estamos em primeiríssimo lugar, mas sem muita vantagem em relação ao segundo. Queria pedir a todas as pessoas que visitam este blog para se juntar ao nosso exército e colocar um pouco de Brasil nessa moda. Para votar é simples, basta acessar o link do concurso (AQUI) e clicar no botão “I LOVE IT” ( é preciso ter um conta no facebook.) É fácil, rápido e não requer cadastro. Ajudem essa mãe coruja! A votação vai até 02 de maio. Obrigada a todos que já votaram e divulgaram. xxx Nina Fiuza

Porque hoje é sexta-feira!

umas risadinhas pra alegrar o dia.

Hoje é o ultimo dia do trimestre no “cole” do João. Hoje tem festa! E a história de San Jordi (São Jorge) contada por ele. E receber os trabalhinhos feitos na escola e o “informe” (adoro!).

delicia de sexta-feira!!

bom fim de semana e beijos

Hoje!

07.04/2011

Hoje é meu aniversário, corpo cheio de esperança,  uma eterna criança, meu bem!
Hoje é meu aniversário, quero só noticia boa, também daquela pessoa, oba!

Hoje eu escolhi passar o dia cantando e de hoje em diante eu juro felicidade a mim…
Na saúde, na saúde, juventude, na velhice.
Vou pelos caminhos brandos a minha proposta é boa, eu sei.

De hoje em diante tudo se descomplicará (sim!)
Com um nariz de palhaço, rirei de tudo que me fazia chorar.
Cercada de bons amigos (vocês…) me protegerei
Numa mão bombons e sonhos
Na outra abraços e parabéns.

Quero paparicações no meu dia, por favor (!)
Brigadeiros, mantras, músicas
Gente vibrando a favor o/ o/ o/
Vamos planejar um belo futuro pra logo mais (hein?)
Dançar a noite toda, Fela Kuti, Benjor e Clara.

Parabéns, Bianca! Parabéns, Micael! Parabéns, Mateus! Parabéns, Artur! Parabéns, Luisa!

Parabéns Benjamin!

Parabéns, Caio!

Parabéns, eu! Parabéns, eu!

(Meu Aniversário – Vanessa da Mata)

a V.I.P. dos 110

Ahhhh, nem acredito que estou no post VIP do astronauta… um número redondinho pulando na minha tela. Fico olhando, demoro um pouquinho para acreditar.. feliz, feliz e daí o pânico da responsabilidade de escrever nesse cantinho tão tudo de bom. Cabeça pensante entra em ação… sobre o que escrever? Branco total e percebo minha cabecinha tão criativa entrando em curto e uma voz estridente berrando.. sua louca, não podia só ficar feliz e deixar o numerozinho redondo passar? Respiro fundo, mando a voz chata ficar quieta e ops… silêncio total. Idéia? idéééééías… alguém aí dentro para me dar um oi?

Já que fui abandonada mesmo por todas as idéias, resolvi começar a escrever e quem sabe assim, no final rola algo bom? Vou falar um pouquinho sobre mim e depois… bem, depois eu ainda não sei, mas até o final (prometo não ser loooongo demais) a gente descobre!

Então a história fica mais ou menos assim… Foi com uma matéria sobre a Flávia e o cantinho do João Astronauta em algum jornal (claro não me lembro qual) que criei coragem e comecei no meu cantinho. Foi um início meio tímido e não poderia deixar de ser, já que sou assim na vida. O primeiro post certamente foi bem mais travado que este que faço agora, mas saiu e depois escrevi outros vários (ufa, ainda bem). A escolha do nome surgiu de uma brincadeira do momento que estava minha vida e então, ficou “Vida de Margarina”.

Não imaginava conhecer pessoas tão fofas, algumas deixaram de ser virtuais, outras, mesmo estando um oceano de distância já são tão amigas como se fossem vizinhas de porta. Claro que tem gente que dispenso os comentários, mas essas pessoas existem em todos os cantos e nem vale a pena esquentar, pelo menos no blog eu tenho como deletar de verdade… hahahaha. Nossa, como seria bom se a vida tivesse algumas ferramentas do blog, né? Seria um tudo poder deletar certos comentários num simples clique, poder visualizar um momento da vida antes de publicar, deixar algo que ainda não está bem formado lá na pasta de rascunho ou agendar uma publicação de algo legal, para um dia específico… os bugs a gente dispensa, tá?

Parece que escrevendo, escrevendo o post se formou. Claro que nem se compara com os da Flávia ou com os vídeos fofos do pequeno João, mas espero que gostem. Afinal, como é complicado escrever no cantinho dos outros, mas foi legal ser VIP e ter um pouquinho sobre mim por aqui… num lugar que tanto gosto! Espero que vocês gostem também e quanto a demora, bom.. essa foi por uma mega gripe que peguei e que me deixou completamente indisposta para qualquer coisa, mas depois de 17 dias, ela finalmente foi embora e meu nariz deixou de ser um tomatinho.

Agora vou pensar num post lá pro vida de margarina… pensar, pensar… opss, parece que as idéias fugiram de novo… hahahaha! Deixa eu ir antes que elas corram para muito longe…

Bjos

Post escrito pela Keyla, do “Vida de Margarina”. Ela já tinha sido VIP uma vez, quando ainda era uma blogueira recente, me mandou um e-mail super fofo e deixou pra escrever aqui em outra oportunidade.
E dessa vez, não deixou o redondinho passar. Obrigada querida.  beijão

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