::: Sem categoria

nas aulinhas de inglês…

by &.

Quando você tinha três anos, um domingo de manhã, você me acordou dizendo: Good Morning mamãe, e eu quase morri de ternura…

Mas para eu explicar essa história direito, tenho que fazer uma confissão:

Diferente da maioria dos pais que eu conheço, seu pai e eu não escolhemos teu colégio pela proposta pedagógica, planos de estudos, nem fizemos muitas pesquisas comparando as escolas do bairro pra escolher a tua. Escolhemos por 3 razões:

1) Por estar bem perto de casa. (7 minutos andando a passo de criança) e perto da praia.

2) Por ter um pátio grande, de terra, com brinquedos de madeira e muitas árvores.

3) Por feeling. Quando ainda não morávamos nesse bairro, me lembro de passar barriguda ao lado da escola, ver aquela criançada brincando no pátio e comentarmos que adoraríamos que você pudesse estudar alí.

Não é que me orgulhe disso… Só acreditávamos que o mais importante para um garotinho de 2 anos (idade que você tinha quando começou a pré-escola) era o espaço de brincar e diferente de outras escolhas que fizemos para você, essa foi uma decisão quase impulsiva, uma escolha quase sem conhecimento de causa, confiando apenas em uma vozinha aqui dentro que dizia que aquela era uma escola legal.

Por “sorte” o universo conspirava ao nosso favor. E pouco a pouco vamos percebendo que foi uma “escolha” acertada…

Uma mãe que visitou 12 escolas antes de optar por essa, me garantiu que era a escola do distrito que tinha uma adaptação mais gradual, da criança com “el cole dels grans” (o colégio dos “grandes”) e com uma maior integração dos pais com a escola, também descobrimos – depois! – que entrar nessa escola era quase como ganhar na loteria… já que era uma das escolas públicas mais concorridas, com vagas limitadas, das quais preferentemente entram as crianças com algum tipo de deficiência, as que já tem algum irmão no centro e as que comprovam ter uma renda familiar baixa, e todos os outros “concorrentes” participam de um sorteio, no qual você foi escolhido.

Sendo você filho de mãe imigrante, um ponto importante pra mim (que também só valorizei depois) é que na tua escola haviam alunos de diversas nacionalidades, culturas e classes sociais. E cada vez mais acredito no importante que é para tua formação a convivência diária com crianças tão iguais e tão diferentes entre si.

Mas voltando a nossa história, um domingo de manhã, você me acordou dizendo: Good Morning mamãe.. foi o start para perceber que já tinha começado suas aulinhas de inglês na escola… Mas foi só uns dias depois, na reunião do colégio, que descobrimos outra coisa que a maioria dos pais sabiam, tua escola é trilingüe, você não tem apenas aulinhas de inglês e sim a partir de primaria (dentro de 1 ano e meio – o ano letivo começa em Setembro por aqui) você vai  ter aulas nas três línguas (espanhol, catalão e inglês) e usá-las rotineiramente.  Essa era uma das principais razões pela qual essa escola era tão concorrida… e nós que pensávamos que era porque tinha um monte de pais meio hippies como a gente que achava importante que o pátio da escola fosse grande, de terra com muitas árvores e brinquedos de madeira.

E desde então você anda todo metido, falando em vários idiomas e demonstrando claramente a vontade que você tem de aprender coisas novas. Não posso negar que em alguns momentos de “fraqueza” duvido que toda essa bagunça de idiomas é realmente positiva pra você… Mas na maioria das vezes confio em uma vozinha aqui dentro que diz, que mesmo demorando um pouco mais o processo de aquisição da linguagem você um dia vai falar todos esses idiomas sem essa “bareja” – mistura – que você faz atualmente… e vou, ainda mais, morrer de orgulho de você, meu petit astronauta.

Vídeo: João o poliglota.

das amizades…

by &.

Quem me conhece sabe que um dos meus maiores desejos é que o filhote fale português, cheguei até a idealizar que ele falaria sem sotaque, mas hoje já cansada de escutar que euzinha (quem? eu?) falo – e escrevo – com sotaque, resolvi colocar os pés no chão e querer algo mais possível: que ele consiga se comunicar naturalmente no meu idioma materno.

Sempre achei que ter um amigo brasileirinho pudesse ajudar à que essa naturalidade fosse possível.

Por isso, conhecer o Moreno, foi pra mim uma das coisas mais bacanas que aconteceu esse verão.

O Moreno tem quase a mesma idade que o João, é filho de pai carioca e mãe paulista e moram aqui faz tempo, amigos de amigos, gente finíssima. Até já tínhamos nos cruzado por aí, mas que os garotos se encontrassem e rolasse uma identificação imediata foi o que fez aproximar-nos mais.

Foram vários dias de praias, algum showzinho de verão, reunião na casa de amigos, e essa sensação incrível de poder bater um papo, tomar uma cervejinha, jogar voley, enquanto os rebentos brincavam como se não estivéssemos ali. Que alias, um quesito importante pra me dar bem com outra mãe, é justamente esse, o da liberdade pra deixar que eles interajam sozinhos, e principalmente que tenham a oportunidade de resolver suas próprias briguinhas e desacordos, porque por experiência própria quanto menos nos metemos para apaziguar uma situação, mais rápido eles encontram a solução e quando menos se espera já estão rindo de novo. Claro que de vez em quando precisa de uma interferência “adulta”, mas quanto menos, melhor!

Na hora de ir par casa, era sempre a mesma novela, não quero ir pra casa, quero ir pra casa dele, fala pra ele vir pra minha… Então combinamos que já era a hora de fazer um intercâmbio e na sexta-feira passada foi dia de estreia aqui em casa:

 

A primeira vez que um amiguinho do João vinha dormir aqui.

 

Passamos a semana inteira, planejando, comentando e no dia marcado, nos encontramos na praia, depois de algumas recomendações da mãe do Moreno, do tipo: pode ligar a qualquer hora, hein? Amanhã posso ir buscar o Moreno bem cedinho… Ai tô com pena de vocês hahahaha, levamos os meninos pra casa e me ví sem nenhuma preparação especial nem anestesia, assim como num passe de mágica, mãe de dois.

E sabe que? Gostei!

Teve banho em conjunto, brincar na rua, cair os dois cansados na cama. No outro dia acordaram cedo e nem se estranharam, colocaram o quarto de cabeça pra baixo, brincaram, disputaram brinquedos, competiram, de vez em quando se escutava um: “meu brinquedo é mais legal que o te-eu nana nana ná”, ou um grito de “é meu”… mas na sequência já escutávamos as risadas.

Nunca tinha pensado que essa etapa chegaria tão cedo. Ou que o tempo passasse tão rápido. Mas foi uma experiência tão legal, que espero sim repetir mais vezes. na próxima vez, será o João que irá dormir na casa do Moreno, então volto aqui pra contar como foi.

 

Ah.: E como ser mãe é aprender a lidar com as expectativas, os dois se comunicam na língua deles, um portacatanhol, que obrigatoriamente tem uma palavra de cada idioma em cada oração. Oh cielos!

 

 

ps.: E essa passagem rápida pela experiência de ser mãe de 2, me fez pensar em uma coisa mais que aprendemos com nossos filhos. O perdão. Será que um dia aprendo com esses meninos a nobreza de perdoar e esquecer assim, com tanta facilidade? ai…

 

1, 2, 3 provando…

by &.

ufa! Consegui!

Nem te conto o sufoco que passei pra transferir o blog. Primeiro foi o blogger que não queria me deixar  ir embora, não liberava meu domínio de jeito nenhum… Depois de muito insistir ele acabou cedendo, mas aí a novela foi outra, o novo hosting não aceitava meu arquivo de importação. Enviei e-mails, provei, enviei e-mails, provei, fiz mil buscas tentando encontrar a solução, sentei e chorei. Até teria pensado em desistir, se não fosse pelos e-mails carinhosos que recebi das amigas preocupadas com um possível fim do astronauta, nos dias que ele ficou fora do ar. (obrigada, obrigada, obrigada), meu lado Pollyana de ser até achou que valeu a pena esse sustinho só pra sentir esse gostinho de ser querida. (adoro!)

Sem contar que tudo isso estava acontecendo em uma semana mega atribulada.

a da volta às aulas do pequeno, (assunto para um próximo post), a da recuperação de uma crise de garganta que me rendeu uma boa febre de quase 40 durante dois dias seguidos, a da nova reestruturação de família/trabalho/casa (assunto para um próximo post) e o da minha estreia na TV (tv MMqD, minha gente, não conhece? diversão garantida! prometo!).

Mas a semana já passou! O Astronauta já entrou em órbita novamente, faltam ainda muitas coisinhas pra ajeitar… que será feito aos poucos e com muito carinho.

Queria agradecer publicamente a la madrina do João, que é uma dessas amigas talentosas que eu tenho tanto orgulho de poder dizer “é minha amiga!”, a mãe da Bru e autora da ilustração nova do cabeçalho do blog. Gracias guapa! Estou totalmente encantada com o desenho… espero que com um blog tão lindo eu me inspire pra escrever com mais frequência. muac!
;)

E o vídeo já está no ar!

Que loucura isso do vídeo… Os primeiros minutos foram meio tensos, mais depois relaxei e não conseguia parar de falar com a câmera… (mas aí a Ro já tinha editado o vídeo e não deu pra entrar toda a minha desenvoltura artística. Quero mais!

Vou deixar de blá, blá , blá e vocês corram pra ver e deixa um comentário pedindo pra eu voltar pro próximo.

ps.: como vocês podem ver a listinha dos blogs preferidos se perdeu no espaço sideral, me ajudem deixando o link do blog nos comentários. si us plau?