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Beijo de mãe

O João caiu da bicicleta e deu uma ralada no joelho, na hora fez cara de choro e exigiu logo:

- Cura mamãe, cura.

E a mamãe foi curar…  Dei 3 beijos no joelho machucado, e no segundo depois, ele já estava correndo e brincando, como se nada tivesse acontecido.

No mesmo dia, depois do banho ele percebeu que o machucado ainda estava ali, pediu outra vez para que eu o curasse, fui lá e dei um beijo caprichado. Ele achou que ainda doía um pouco e pediu outro. Dei outro beijo com uma grande concentração de amor e energia curativa… Ele examinou atentamente o machucado e disse:

- Mamãe, esses beijos já não curam meu machucado, você pode colocar um band-aid?

:(



 Será que band-aid cura auto-estima ferida? Vou alí pegar dois e já volto… 

Fatos & Fotos

Ele caiu, ficou com a cara toda ralada, chorou um pouco na hora, mas já quis correr, chutar, pular, brincar depois de 3 minutos.
Porem, quase 3 dias depois a mãe ainda não consegue segurar o impulso de colocar cara de pena e encher de beijos curativos cada vez que olha essa carinha machucada.

No táxi a caminho do dentista (odisseia que hei de relatar algum dia aqui no blog). Filhote pergunta: Que isso mamãe? – É a torre Agbar, filho. – Ahhhhhh…
Essa foi só uma das milhares de respostas dadas ao longo do caminho.

Torre Agbar – Barcelona – Foto google images

De noite, em casa, brincando com as peças de “construção”…

– Papai, papai! Olha, a torre Agbar:

(fala sério, dá pra não morrer de amor?)
Tive o prazer de conhecer a Pati, o Junior, a Sonica (mãe, pai e avó) e o próprio (simpaticíssimo e liiiiiiiindo) Pedro.
Foi um encontro super rápido, que depois recapitulando tive a sensação de ter deixado a maioria dos assuntos pela metade (quem sai com uma criança de quase 3 anos há de me entender…).
Mas que ficou uma sensação gostosa de agradecimento à blogosfera por essa oportunidade de conhecer pessoas tão legais, com gostinho de quero mais e uma constatação: mamães de bebês pequenos, aproveitem, viagem, passeiem, marque com os amigos, é infinitamente mais fácil enquanto eles são pequenos.Pati,
Espero repetir algum dia desses, aqui, na Holanda, em Sampa ou em algum outro lugar desse mundão. beijo grande.

Panorama

Uma mãe com 39,5 de febre, um filho recém recuperado de 4 dias de repouso, (com garganta inflamada e febre), e agora super ativo e com muita vontade de brincar.

A mãe fazendo um súper esforço para levantar-se do sofá, para fazer o básico. O filho vendo televisão demais, sem ter recuperado totalmente o apetite, e com diversas e constantes crises homéricas de birra. Chorou, esperneou, se jogou no chão, e gritou mais nesses últimos 2 dias, que nos últimos 2 anos.

A cabeça de adulto, não entende como ele não pode entender que a mamãe está doente e precisa ficar tranquila.

A cabeça da criança não entende um dodói que não se pode ver, e porque a mamãe fica o tempo todo deitada, com tanta coisa legal pra fazer.

No meio desse conflito, a paciência acaba, ele grita e a mãe também, e choram juntos.

***

Pouco depois o super papa chega, e brinca com o pequeno, jogam bola, andam de bicicleta pela casa, vão ver a lua e as estrelas, e o papai inventa que tem um gato na barriga… E ele ri… ri muito…

Escuto a risada do filhote, e me sinto melhor… e nem me lembro do mau humor e das birras…

Já está tudo bem de novo.

quando o universo conspira…

No “kit” do meu parto domiciliar estava incluído assistência durante a quarentena: assessoras de aleitamento, parteiras para a revisão e apoio da mamãe, e pediatra homeopata. O parto foi sem complicações, o bebê nasceu grande, saudável e recuperou peso rapidamente, o pediatra designado para o João nos inspirava confiança e… em time que ganha não se mexe, né?

E foi assim.. dessa forma um pouco sem planejar, que o pediatra e a homeopatia foram “escolhidos” para cuidar da saúde do João.

Ele sempre foi um bebê saudável, e seu histórico médico se resumia apenas em um par de “viroses”, a catapora e resfriadinhos, todos tratados com homeopatia, mas comentávamos que se alguma dia, o filhote tivesse alguma coisa mais grave, era bem provável que recorrêssemos a medicina tradicional.

Eu particularmente nunca gostei de antibióticos (leia-se trauma de benzectacil) e por experiência própria, acredito que a doença tratada com eles tem mais probabilidade de virar doença de repetição.

Mas… por outro lado, confesso que da vez que o resfriado do pequeno demorou demais pra passar, ou a febre durou mais do “previsto”, nos questionávamos sobre a eficácia daquelas “bolinhas”.

Na quarta-feira o João começou a ter febre, umas poucas décimas, na quinta a febre subiu um pouco mais, ele vomitou todo o almoço e depois o lanche da tarde e a janta, mas estava “bem”, alegre, brincando e dormindo normalmente, dei a homeopatia de sempre e esperei.

Na sexta, seguia com febre 38-38,5… continuei com as “bolinhas”, banho morno para baixar a febre e comecei a invocar o mantra “a febre é a defesa do corpo, a febre é a defesa do corpo, a febre é a defesa do corpo…”
No sábado, a febre atingiu a 39,5 foi quando o pequeno começou a ficar murchinho, olhinhos de dodói e sem vontade de brincar. Nessa hora o radar apita. Decidimos ir ao pronto socorro, o médico o examinou e não viu nada. “deve ser uma virose”, nesse caso a febre geralmente dura 4 ou 5 dias, receitou: antitérmico, hidratar e esperar.

Chegando em casa a febre voltou a subir, e chegou a 40,2… Passamos o fim de semana, em estado de alerta, muito colo e atenção constante.

Na segunda, a febre continuava alta, oscilava entre 39 e 40 e pouco. Comecei a ficar realmente preocupada (maldito terrorismo da gripe A). Por imaginar o pior e achar que podia ser alguma coisa mais grave, decidimos leva-lo ao pediatra do centro médico, (medicina tradicional) ali estaríamos melhor assistidos se necessitássemos fazer exames e tudo mais.

Na visita com a pediatra ela o examinou com muito cuidado e diagnosticou placas na garganta, explicou que a infecção deveria estar visível desde o domingo (por isso o médico não conseguiu ver nada no sábado). E nos deu duas opções:
1) Poderíamos trata-lo com antibióticos “de toda la vida”.
2) Ou poderíamos trata-lo com homeopatia. Rá!
E foi assim.. dessa forma um pouco sem planejar, mas cada vez mais consciente, que a homeopatia foi “escolhida” para continuar cuidando da saúde do João.
No dia seguinte o Astronauta já não tinha mais febre, no 3º dia do tratamento nem sinal das placas. Foi um grande susto, mas saímos todos fortalecidos dessa experiência. O João por dar uma oportunidade ao seu organismo de defender-se de maneira natural e nós, os pais, por aprender a confiar um pouco mais no poder que o corpo tem de se equilibrar e curar-se.

obrigada…

Ficou lindo o post de aniversário do blog com tantos comentários carinhosos dos amigos queridos de sempre e dos novos (prazer em conhece-los).
Aos poucos vou respondendo e visitando cada um de vocês, mas é que passamos por dias turbulentos de febre de + de 40 do pequeno, cuidados intensivos, noites intermitentes e aquele sentimento de impotência de ver a febre subir e não saber direito o que fazer…
É difícil ser mãe nessas horas.

Hoje ele está melhor (thanks God!), acordou sem febre e mais animadinho.

Assim que eu me recuperar do susto, eu volto. Tá?

Beijos e obrigada!

Plantão do Astronauta


• Já faz mais ou menos uma semana que o nosso pequeno dorminhoco, dorme 9 horas seguidas.
Adormece as 21:00 (algumas vezes sem mamar), acorda as 06:00 vem pra cama dos papis e volta dormir até as 09 + ou -.
Aleluia!!

Super papa, pegou a catapora…
Infelizmente não teve a sorte que o João teve, e a dele não veio tão ligth.
Não é fácil ser adulto nessas horas.

• O vídeo da faxina, é uma obra de ficção qualquer semelhança com fatos da vida real é mera coincidência.

Recadinho e Resposta

:: Beijos para “La madrina” do João que passou por uma cirurgia, mas que se recupera bem e agora está em casa sendo cuidada com muitos mimos e beijos de mãe.
MUAC!!
Semana que vem a gente passa aí pra te visitar e te dar muitos beijinhos.

:: A Rebeca e a Larissa, me perguntaram se eu dei vacina contra a catapora no João e se aqui tinha essa vacina.
A verdade é que eu só soube da existência da vacina quando ele pegou catapora.
“Parece” que a vacina contra a catapora está incluída no calendário de vacinação publico daqui da Espanha (que são as únicas vacinas que eu pretendo dar no pequeno), e se subministra dos 10 aos 14 meses, mas quando voltamos do Brasil, o João estava abaixo do peso e a medica sugeriu esperar um pouco mais pra dar a vacina dos 14 meses, que não sei se está incluída a da catapora ou não.
Segunda volto lá no medico e pergunto depois venho aqui contar. Ok?

Beijo de Mãe

:::Ciência prova: beijo de mãe cura dor de filho

Carinhos em local dolorido diminuem chegada de impulsos elétricos do sofrimento no cérebro

(Pâmela Oliveira)::: Link reportagem: aqui

Alguem pode me dizer quantos beijinhos tenho que dar no filhote pra curar a catapora que ele pegou na escolinha?

A Rebelião do João

Depois de uma semana sem ir a escolinha por causa de um viruszinho chato que derrubou o campeão e uma semana de readaptação a “vida escolar”, (JUSTO nos dias que o papai esta viajando) o pequeno astronauta, em plena pré-adolescência, decidiu:

- Que faz parte da rotina escolar chorar na entrada e na saída.

- Que definitivamente não gosta da escolinha, então das 3 horas que tem que ficar longe da mamãe ele dorme 2, assim passa mais rápido.

- Que ama o colo da mamãe, mais que tudo nesse mundo.

- Que não suporta babador e se recusa a comer com esse troço de pano no pescoço.

- Que enjoou de comer comida salgada, e que se a mamãe insistir ele faz brrrrrrrrrr com a boca cheia, fazendo voar comida pra todos os lados, para a alegria da “Preta” e o desespero da mamãe.

- Que detesta trocar a fralda e quem insistir recebe gritos e choros de protesto.

- Que já não faz a soneca da tarde… a partir das 7 já esta tão cansado que nada o consola, então dorme cedinho e de noite acorda chorando a cada 3 horas, pra comprovar se tem alguém por perto… E as 6:30 da manha PIM, já esta acordado e cheio de energia para mais um looooongo dia para o pequeno rebelde e a mamãe a beira de um ataque de nervos.

As vezes dá pra levar com bom humor, as vezes não, mas mantenho a calma… Nas vezes que o João consegue tirar a mamãe do sério, me seguro pra não gritar também, junto com ele, só que mais alto… quando chega a este ponto algumas vezes consigo respirar fundo e contar até cem… outras não então é difícil conter as lagrimas…